segunda-feira, 31 de março de 2008

TDAH em adultos - Prejuízos no trabalho

Devido ao TDAH, pessoas talentosas deixam de desenvolver todas as suas capacidades devidos a erros por desatenção. Ações impulsivas levam a consequencias indesejadas e a agitação mental impede descansar, recuperar as forças, podendo levar à exaustão.

Desatenção, problemas com memória, falta de organização, dificuldades em levar tarefas e projetos até o final... Estas são queixas comuns, na área profissional ou acadêmica.

Para as crianças, os prejuízos maiores do TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção - estão na área escolar e no controle da agitação motora (hiperatividade) e na impulsividade excessiva. Em adultos, as áreas mais comprometidas tem relação com a vida profissional.

O Transtorno de Déficit de Atenção – TDAH – condição de base orgânica encontrada entre 3% a 7% das crianças, caracterizada por déficit de atenção, impulsividade e hiperatividade e problemas escolares.

Apenas recentemente foi aceito que esta condição pode prolongar-se até a idade adulta. Como o TDAH apresenta uma hipofunção de áreas cerebrais que se asselham ao funcionamento normal de um cérebro mais jovem, concluiu-se que para as pessoas com TDAH este amadurecimento (mielinização) seria mais tardio. Em geral, este amadurecimento (mielinização) se completa em torno dos 21 anos de idade. Assim, para os portadores de TDAH, seria apenas uma questão de tempo - aguardar um pouco além dos 21 anos de idade para alcançar a mesma condicção de funcionamento das áreas pré-frontais do cérebro.

Hoje sabe-se que isto não é verdade. Calcula-se que cerca da metade daqueles que apresentaram TDAH na infância permanecerão assim ao longo da vida adulta. Ou seja, o TDAH não é uma condição que simplesmente “passa com o tempo”.

Entre adultos, os maiores problemas referem-se ao desempenho profissional, como dificuldades em manter a atenção focada, com organização em geral, com planejamento de longo prazo e controle da impulsividade. Encontram-se também traços de instabilidade, além de pouca motivação ou incapacidade em engajar-se ou terminar atividades pouco estimulantes.

O cérebro é um órgão extraordinário - nenhum computador sequer se aproxima de sua capacidade de análise, síntese e processamento. Contudo, ele tem modos de funcionamento muito próprios, que se forçados ao limite, impedirão a realização até mesmo de tarefas muito simples.

As áreas pré-frontais do cérebro atuam, entre outras funções, como um filtro das informações - estimulação - que entra neste sistema. O cérebro é capaz de receber uma quantidade imensa de informações por segundo - calcula-se algo em torno de 40 bilhões de bits. Contudo, a capacidade de processamento destas informações é limitada - em torno de 2 bilhões de bits por segundo. Tudo isto vale para as pessoas em geral. No caso do TDAH, devido à hipofunção das áreas pré-frontais, a capacidade de filtrar e a velocidade de processamento normalmente estão reduzidas.

As condições atuais de trabalho e as exigências da vida contemporânea - bombardeando o sistema nervoso com milhares de informações simultâneas impõe condições limítrofes para o processamento destas informações.

Edward Hallowell, renomado pesquisador da área de Déficit de Atenção, considera que este déficit pode ser encontrado mesmo sem a alteração orgânica dos lobos frontais que caracterizaria o TDAH. Em artigo recentemente publicado na Harvard Businnes Review, Hollowell defende a idéia que muitos profissionais que encontram dificuldades em organizar suas tarefas, definir prioridades e administrar seu tempo sofreriam de TDA. De acordo com Hallowell, a maioria dos programas para sobrecarga crônica de trabalho não trata as causas subjacentes ao TDA.

O Instituto Paulista de Déficit de Atenção dispõe de uma metodologia para avaliação de dificuldades e necessidades específicas ligadas ao TDAH, bem como de um programa de intervenção comportamental delineado para indivíduos ou para grupos, com o objetivo de minimizar o impacto do transtorno sobre o desempenho profissional, possibilitando assim a expressão e aproveitamento mais amplo dos talentos humanos em contextos profissionais.

Ritalina e TDAH: o que é, como age?

Dúvidas sobre Ritalina são muito frequentes:

O que é ritalina, efeitos da ritalina, quais são os medicamentos para TDAH e hiperatividade, como a ritalina age...

A ritalina é uma substância psicoestimulante, usada para o tratamento medicamentoso de TDAH, DDA (sem hiperatividade) ou apenas de hiperatividade.
A ritalina é uma droga de perfil seguro, apesar de muitas pessoas queixarem-se de efeitos colaterais.
A principal restrição à ritalina e aos tratamentos medicamentosos é que a droga precisa ser tomada para sempre.
Mesmo havendo efeitos de curto prazo, eles não são duradouros.
Muitas pessoas não aceitam a idéia de tomar remédio psiquiátrico - “tarja preta” - pelo resto da vida, por consideram esta alternativa apenas uma “muleta”.
O Neurofeedback é uma alternativa que traz ganhos de longo prazo em casos de TDAH.

O Neurofeedback é um tratamento baseado em tecnologias avançadas, totalmente natural e não-invasivo. Ele atua como uma “musculação para o cérebro”, agindo diretamente sobre as estruturas cerebrais responsáveis pela falta de atenção, hiperatividade, impulsividade e dificuldades com memória, entre outros.

Fonte: site www.dda-deficitdeatencao.com.br

DISORTOGRAFIA

A disortografia consiste numa escrita, não necessariamente disgráfica, mas com numerosos erros, que se manifesta logo que se tenham adquirido os mecanismos da leitura e da escrita.

Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Entre os diversos motivos que podem condicionar uma escrita desse tipo, destacamos os seguintes:

Alterações na linguagem:

Um atraso na aquisição e/ou no desenvolvimento e utilização da linguagem, junto a um escasso nível verbal, com pobreza de vocabulário (código restrito), podem facilitar os erros de escrita.

Dentro desta área estão os erros originados por uma alteração específica da linguagem, como são os casos das dislálias e/ou disartrias.

Erros na percepção, tanto visual como auditiva:

Fundamentalmente estão baseados numa dificuldade para memorizar os esquemas gráficos ou para discriminar qualitativamente os fonemas.

Falhas de atenção:

Se esta é instável ou frágil, não permite a fixação dos grafemas ou dos fonemas correctamente.

Uma aprendizagem incorrecta da leitura e da escrita, especialmente na fase de iniciação, pode originar lacunas de base com a consequente insegurança para escrever.
Igualmente, numa etapa posterior, a aprendizagem deficiente de normas gramaticais pode levar à realização de erros ortográficos que não se produziriam se não existissem lacunas no conhecimento gramatical da língua.

Muitas destas alterações entroncam a disortografia com a dislexia, ao ponto de, para muitos autores, a disortografia ser apontada como uma sequela da dislexia.

DISGRAFIA

Disgrafia

A Disgrafia é uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-motores.

Sabe-se que é necessário adquirir certo desenvolvimento ao nível de:

Coordenação visuo-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico das letras;
Da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da linguagem escrita;
Da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e no conjunto da folha de papel, assim como o sentido direccional de cada grafismo e da escrita em geral.

A escrita disgráfica pode observar-se através das seguintes manifestações:

Traços pouco precisos e incontrolados;
Falta de pressão com debilidade de traços;
Ou traços demasiado fortes que vinquem o papel;
Grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho;
A escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito;
Realização incorreta de movimentos de base, especialmente em ligação com problemas de orientação espacial, etc.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O DIAGNÓSTICO DA DISLEXIA

Quando não se diagnostica a dislexia, ainda na educação infantil, os distúrbios de letras podem levar crianças de 8 a 9, no ensino fundamental, a apresentar perturbações de ordem emocional, efetiva e lingüística.


A dislexia é uma síndrome pouco conhecida e pouco diagnosticada por pais e educadores, especialmente os pedagogos e médicos, que se voltam ao desenvolvimento cognitivo das crianças na educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio)
A dislexia é uma perturbação ou transtorno ao nível de leitura. A criança disléxica é um mau leitor: é capaz de ler, mas não é capaz de entender eficientemente o que lê.
O que chama atenção, à primeira vista, é que uma criança disléxica é inteligente, habilidosa em tarefas manuais, mas persiste um quadro de dificuldade de leitura da educação infantil à educação superior.
Uma estimativa, por baixo, é a de que, no Brasil, pelo menos, 15 milhões crianças e jovens sofram com distúrbios de letras. A dislexia é a maior causa do baixo rendimento escolar.
A linguagem é fundamental para o sucesso escolar. Ela está presente em todas as disciplinas e todos os professores são potencialmente professores de linguagem, porque utilizam a língua materna como instrumento de transmissão de informações.
Muitas vezes uma dificuldade no ensino da matemática está relacionada à compreensão do enunciado do que ao processo operatório da solução do problema.
Os disléxicos, em geral, sofrem com a discalculia (dificuldade de calcular) porque encontram dificuldade de compreender os enunciados das questões.
É necessário que o diagnóstico da dislexia seja precoce, isto é, os pais e educadores se preocupem em encontrar indícios de dislexia em crianças aparentemente normais, já nos primeiros anos de educação infantil, envolvendo as crianças de 4 a 5 anos de idade.
Quando não se diagnostica a dislexia, ainda na educação infantil, os distúrbios de letras podem levar crianças de 8 a 9, no ensino fundamental, a apresentar perturbações de ordem emocional, efetiva e lingüística.
Uma criança disléxica encontra dificuldade em ler e as frustrações acumuladas podem conduzir a comportamentos anti-sociais, à agressividade e a uma situação de marginalização progressiva.
Os pais, professores e educadores devem estar atentos a dois importantes indicadores para o diagnóstico precoce da dislexia: a história pessoal do aluno e as suas manifestações lingüísticas nas aulas de leitura e escrita.
Quando os professores se depararem com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que lê, devem investigar imediatamente se há existência de casos de dislexia na família. A história pessoal de um disléxico, geralmente, traz traços comuns como o atraso na aquisição da linguagem, atrasos na locomoção e problemas de dominância lateral.
Os dados históricos de dificuldades na família e na escola poderão ser de grande utilidade para profissionais como psicólogos, psicopedagogos e neuropsicólogos que atuam no processo de reeducação lingüística das crianças disléxicas.
No plano da linguagem, os disléxicos fazem confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia como "a-o", "e-d", "h-n" e "e-d", por exemplo.
As crianças disléxicas apresentam uma caligrafia muito defeituosa, verificando-se irregularidade do desenho das letras, denotando, assim, perda de concentração e de fluidez de raciocínio.
As crianças disléxicas apresentam confusão com letras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço como " b-d". "d-p", "b-q", "d-b", "d-p", "d-q", "n-u" e "a-e". A dificuldade pode ser ainda para letras que possuem um ponto de articulação comum e cujos sons são acusticamente próximos: "d-t" e "c-q", por exemplo.
Na lista de dificuldades dos disléxicos, para o diagnóstico precoce dos distúrbios de letras, educadores, professores e pais devem ter atenção para as inversões de sílabas ou palavras como "sol-los", "som-mos" bem como a adição ou omissão de sons como "casa-casaco", repetição de sílabas, salto de linhas e soletração defeituosa de palavras.

Desenvolvimento das Habilidades Matemáticas

Essas são as habilidades que deverão ser desenvolvidas quando a criança estiver na série citada.
O que devemos saber é que o desenvolvimento de habilidades acontece de forma diferente em cada indivíduo. Algumas crianças conseguem seguir de forma correta esse padrão e outras não.
É quando acontece um atraso muito grande no desenvolvimento dessas habilidades que devemos ficar alerta e procurar um médico para que seja avaliada e diagnóstica uma possível Dificuldade de Aprendizagem da Matemática.

Pré-Escola

Combina/seleciona/nomeia objetos por cor, tamanho e forma; conta/soma até nove objetos; avalia objetos por quantidade, dimensões, tamanho (p. ex., mais/menos, mais longo/menor, mais alto/mais baixo, maior/menor/igual; recita e reconhece numeros de 1-20; escreve números de 1-10; compreende conceitos de adição e subtração; conhece símbolos +, -, =: reconhece o todo X metade; compreende os ordinais (primeiro, quinto); aprende conceitos incipientes de peso, tempo (p. ex., antes/depois; compreende que o almoço é às 12 horas; diz a hora no relógio), dinheiro (sabe o valor de algumas moedas) e temperatura (mais quente/mais frio); tem consciência de localização (p. ex., acima/abaixo, esquerda/direita, mais próximo/mais distante); interpreta mapas simples e gráficos.

Primeira Série

Conta/lê/escreve/ordena número até 99; começa a aprender fatos da adição e subtração; realiza problemas simples de adição/subtração (p. ex., 23 + 11); compreende multiplicação como sendo a adição repetida; conta de 2 em 2, de 5 em 5 e de 10 em 10; identifica números pares e ímpares; estima respostas; compreende 1/2, 1/3, 1/4; obtém conhecimento elementar do calendário (p. ex., conta quantos dias até seu aniversário), tempo (diz a hora em termos de meia hora; compreende horários, lê relógio digital), medidas (uma xícara, uma colher de chá, um litro, cm, kg) e dinheiro (sabe o valor de algumas moedas; compara preços); soluciona problemas verbais simples com números; lê gráficos e mapas.

Segunda Série

Identifica/escreve números até 999; soma/subtrai números com dois e três dígitos com e sem reagrupamento (p. ex., 223 + 88, 124 - 16); multiplica por 2, 3, 4, 5; conta de 3 em 3, de 5 em 5, de 10 em 10 e de 100 em 100; lê/escreve numerais romanos até XII; conta dinheiro e faz troco até 10 reais; reconhece dias da semana, meses, estações do ano no calendário; diz a hora em termos de 5 minutos em um relógio com ponteiros; aprende medidas básicas (centímetros, metros, gramas, quilograma); reconhece equivalentes (p.ex., dois quartos = metade, quatro quartos = um inteiro); divide área em 2/3, 3/4, décimos; faz gráficos com dados simples.

Terceira Série

Compreende milhares; soma e subtrai números de quatro dígitos (p.ex., 1 017 - 978); aprende fatos da multiplicação até 9 x 9; soluciona problemas simples de multiplicação e divisão (642 x ou dividido por 2); relaciona divisão com subtrações repetidas; aprende numerais romanos mais difíceis; introdução a frações (soma/estima/organiza frações simples; compreende números mistos); e geometria (identifica hexágono, pentágono); compreende diâmetro, raio, volume, área; compreende decimais, começa aprender números negativos, probabilidade, porcentagem, razão; soluciona problemas verbais mais difíceis de matemática.

Quarta Série

Soma colunas de três ou mais números; multiplica números de três dígitos por números de dois dígitos (348 x 34); realiza divisão simples (44/22); reduz frações a seus menores termos; soma/subtraius frações com diferentes denominadores (3/4 + 2/3); soma/subtrais decimais, converte decimais em porcentagens; conta/faz troco para 20 reais; estima a hora; pode medir o tempo em horas, minutos e segundos; realiza cálculos de áreas de retângulos; identifica linhas paralelas, perpendiculares e com intersecção; calcula peso em toneladas, extensão em metros e volume em centímetros cúbicos.

Quinta Série

Multiplica números com três dígitos (962 x 334); pode realizar problemas mais difíceis de divisão (102 dividido por 32); soma, subtrai, multiplica números mistos; divide um número inteiro por uma fração; representa frações como decimais, proporções, percentuais; soma, subtrai, multiplica com os demais, divide um decimal por um número inteiro; compreende uso de equações, fórmulas, "trabalhar de trás para frente"; estima produtos e quocientes; começa aprender sobre expoentes, maior denominador comum, bases, fatores primos, números compostos, números inteiros; compreende porcentagens, razões; compreende média, mediana, modo; mede área/circunferência de um círculo, perímetro/áreas de triângulos e paralelogramos; realiza conversões métricas; usa compasso, transferidor; lê desenhos em escala.

Ensino Médio

Domina ordem de operações em problemas complexos; multiplica/divide frações; soma, subtrai, multiplica, divide decimais em termos milionésimos; converte decimais para fração, percentuais, proporções; compreende números reais, racionais, irracionais e diferentes bases numéricas, calcula raízes quadrada e cúbica; estima porcentagens/proporções; calcula descontos, impostos em liquidações, gorjetas em restaurantes; compreende margem de lucros, comissão, juros simples, juros compostos, percentual de aumento/desconto; compreende ângulos (complementares. suplementares, adjacentes, receptores, congruentes...); calcula volume de cilindro; calcular arco do círculo; compreende figuras equiláteras, isósceles, escalenas, obtusas; organiza conjuntos de dados; coordenadas em gráficos, transformações, reflexos, rotações, equações com duas variáveis; soluciona equações pela substituição; começa a aprender sobre probabilidade condicional, permutações, análise fatorial, freqüência relativa, curva normal; teorema de Pitágoras; aprofunda conhecimento sobre habilidades e conceitos aprendidos anteriormente.

Texto extraído e adaptado do livro: Dificuldades de Aprendizagem de A à Z - Corinne Smith e Lisa Strick, 2001 - Ed Artmed. pg. 316 e 317

Sintomas da Dislexia de Leitura

- Sensibilidade à luz (luz do sol, luzes fortes, luzes fluorescentes, faróis, iluminação das ruas)
- Estresse e Esforço (atividades visuais, audição, TV, cores)
- Matemática (erros de alinhamento, velocidade, exatidão/precisão)
- Distração (leitura, audição, trabalho, provas)
- Dores de cabeça
- Desempenho comprometido nos esportes com bola
- Acompanhamento de objetos em movimento
- Sonolência em viagens de carro ou ônibus
- Direção Noturna
- Cansaço/Fatiga geral
- Uso de computador
- Audição “retardada”
- Baixa concentração no estudo e provas
- Leitura de Música
- Percepção de profundidade
- ADD/HD
- Dores de estômago
- Explosões de comportamento
- Náusea/Tontura
- Seguir com os olhos
- Ansiedade
- Nervosismo

Síndrome de Irlen

Perguntas e Respostas

1. Quais são as etapas para se detectar se a pessoa apresenta Dislexia de Leitura?

a) Exame oftalmológico voltado para a neurofisiologia visual com um protocolo onde constam vários exames.
b) Preenchimento de questionários sobre habilidades acadêmicas e profissionais , dificuldades, sinais e sintomas, etc
c) Entrega de cópias dos laudos psicopedagógicos, psicológicos, neurológicos que já tenha realizado ;
d) Aplicação do DPLC - Diagnóstico Padrão de Leitura Cognitiva
e) Aplicação dos Testes do Método Irlen
f) Análise pela Escala de Estresse Visual e Perceptivo
g) Detecção dos Filtros Seletivos a serem aplicados
h) Prescrição dos óculos ou dos filtros espectrais planos.

2. Em quantos países o Método Irlen já é utilizado?

Os Filtros Seletivos já são utilizados em mais de 34 países por cerca de 7000 profissionais, em centros de diagnóstico, consultórios, clínicas e distritos escolares. Além de muito difundidos nos EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Espanha, Alemanha, França, Inglaterra, também são usados na Tailandia, Líbano, Marrocos, etc.

3. O Método Irlen só pode ajudar crianças?

Além de crianças, o Método Irlen ajuda também jovens adultos e pessoas acima de 50 anos. Podem os auxiliar em suas atividades acadêmicas, profissionais e também esportivas.

4. É comum na sociedade pessoas com Dislexia de Leitura?

Entre as pessoas que tem dificuldades com a leitura e aprendizagem a proporção é de 35 a 50% e entre pessoas que se sentem desconfortáveis à leitura prolongada, com fotofobia e dificuldade de concentração a proporção é de 10 a 15% aproximadamente.

5. Todas as pessoas com dificuldades de leitura podem se beneficiar do Método Irlen?

As dificuldades de Leitura podem ter muitas causas, algumas delas são neurológicas, outras associadas a deficit de cognição, baixo desenvolvimento cognitivo ( baixo Q.I. ) etc. A abordagem e a resposta ao tratamento depende de cada paciente e o grau de benefício aferido pelos Filtros Seletivos depende da origem do problema. A maior parte dos casos é beneficiada pelos Filtros Seletivos e a melhora é progressiva: quanto mais tempo se usa, maior é o conforto e ganho no desempenho visuoespacial.

6. Por que tenho que realizar um exame oftalmológico convencional antes de realizar os testes do Método Irlen?

Ao longo de nossa vida, cerca de 90% de tudo que aprendemos nos chega através do sentido da visão. Embora não seja a causa da dislexia; um problema visual pode compromenter e muito o aprendizado do indivíduo. O exame oftalmológico deve ser formatado para que a detecção da dislexia seja facilitado.

O Método Irlen

Embora desconhecido no Brasil, o Método Irlen é aplicado em larga escala em mais de 34 países e conta com mais de 7000 profissionais utilizando esta técnica com o objetivo de remediar os sintomas associados à Dislexia de Leitura. Em muitos países, como Austrália, Inglaterra e vários estados americanos o Método Irlen foi adotado como referência diagnóstica na abordagem integrada de estudantes e adultos com atraso no desenvolvimento escolar e dificuldades profissionais. Estima-se que entre os disléxicos, a Síndrome de Irlen tem uma incidência de 46% e na população em geral , sem queixas específicas o percentual é de 12 a 14% atingindo indivíduos que, embora evitem atividades relacionadas à leitura e escrita tem na fadiga visual, baixa visão de profundidade , fotofobia, desconforto ao uso de computador, omissão de palavras e linhas de texto, inversão de sílabas, distração e sonolência como algumas de suas queixas principais.

No Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães o Método Irlen que utiliza filtros de absorção seletiva para controle das distorções visuoespaciais é precedido de ampla avaliação oftalmológica visando excluir patologias visuais na área oculomotora e intraocular. Nos casos onde as dificuldades se acompanham de alterações oftalmológicas ou associações com quadros neuropsicológicos, clínicos, medicamentosos etc abordagem interespecialidades é automaticamente incorporada na condução do caso.

Tempo extra nos vestibulares

As universidades sempre respeitam esse direito. A Comissão Permanente dos Vestibulares da Universidade Estadual de Campinas (Comvest/Unicamp), por exemplo, avalia cada caso individualmente para poder atender aos disléxicos de maneira adequada durante as provas. Os candidatos devem avisar a instituição durante a inscrição e devem comprovar a situação através de laudo oficial, assinado por médicos.

Segundo a assessoria de imprensa da Comvest, como cada um tem uma necessidade específica, o procedimento vai depender do grau de dificuldade que eles têm. Mas a universidade disponibiliza desde tempo maior de prova, até leitores e escrevedores, se for o caso. No vestibular 2008, a Unicamp atendeu 16 disléxicos na primeira fase, sendo que quatro foram convocados para a segunda etapa.

Na Fuvest, fundação que realiza o vestibular da Universidade de São Paulo (USP), o número de candidatos disléxicos tem aumentado a cada ano. Segundo o professor Roberto Costa, coordenador do vestibular, no processo seletivo de 2007, 25 candidatos disléxicos se inscreveram para as provas, sete foram para a segunda fase e três foram aprovados. Já no vestibular 2008, 47 disléxicos se inscreveram e nove foram para a segunda fase.

A instituição oferece 20% de tempo adicional para os candidatos nessa condição, que também deve ser informada no momento da inscrição. "Procuramos atender sua solicitação de ter ou não um fiscal só para ele. Durante a prova, este eventual atendente procura ajudar sem interferir. Às vezes, chega-se ao caso de ler a prova", disse o professor Costa.

Na primeira fase, os candidatos disléxicos podem fazer a prova oralmente, já que a prova é de múltipla escolha. Na segunda fase da Fuvest isso não é mais permitido, pois a prova é discursiva. Nesse caso, a correção é feita por uma banca de professores que tem conhecimento da condição do candidato.

Lei de Diretrizes e Bases

Embora não fale diretamente sobre a dislexia, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) dá o suporte necessário para proteger os portadores de dislexia na escola, durante as provas ou processos seletivos, por exemplo. Pela legislação, os alunos com dificuldades têm direito a receber as condições especiais para desenvolver a aprendizagem.

No caso dos disléxicos, uma das alternativas é receber tempo adicional para fazer as provas e, dependendo do caso, eles podem pedir auxílio a um ledor ou até fazer a prova oralmente.

"Teoricamente não existe um tempo regulamentado, o que existe é um entendimento de que as pessoas com dificuldades têm o direito de receber condições especiais na escola. A interpretação de vários artigos da LDB e de outras resoluções falando sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais gerou um consenso de que os disléxicos têm o direito de receber atendimento diferenciado".

"As escolas, teoricamente, têm que se adaptar e ajudar o aluno disléxico a encontrar formas de estudar. O ensino é normal, a diferença é que nas provas esse aluno poderá ter o direito a tempo adicional ou até mesmo a fazer provas orais".

Computador ajuda a combater dislexia

O melhor amigo da criança na hora de aprender a ler, pelo menos quando ela tem dificuldades, deve ser mesmo o computador. Dois programas concebidos por pesquisadoras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) podem se tornar boas ferramentas para ajudar os pequenos a conviver com a dislexia e superar outros distúrbios de leitura.

Um dos programas já está basicamente pronto, em fase de testes, e o outro está começando a ser escrito. Ambos atacam um problema que é mais comum do que se imagina. "Cerca de 10% das crianças na escola têm algum tipo de distúrbio de aprendizagem e até 6% delas apresentam distúrbios específicos de leitura", diz Vânia Carvalho Lima, fonoaudióloga da Unifesp e principal autora de um dos programas.

Pior: os problemas com leitura costumam ser mais graves do que os que ocorrem em outras áreas do aprendizado. "Quando uma criança tem problemas com matemática, ela é prejudicada só naquela matéria", diz Lima. "Mas, quando o problema é leitura, ele afeta todos os aspectos da vida.

"Os sintomas desses distúrbios se manifestam de diferentes formas. Leitura lenta, dificuldade em modular e dar o ritmo correto ao texto, falhas na compreensão, confusão e troca de letras e dificuldades de memorização são alguns deles. Um caso particular de distúrbio da leitura, associado a problemas neurológicos, é a dislexia. Ela apresenta sintomas parecidos, mas geralmente é diagnosticada por exclusão, quando todo o resto parece falhar para explicar a dificuldade da criança.

Jogos Matemáticos para Estimulação da Inteligência nos Distúrbios

A razão do presente artigo se prende ao fato da necessidade de adquirir prévio conhecimento na área de análise de problemas psicopedagógicos e possibilitar ao aluno da pós-graduação uma visão mais real entre o conhecimento teórico da academia e a prática. Entendemos que as experiências vividas dentro do cotidiano escolar, que é nosso principal campo de atuação, que complementarão e respaldarão a nossa visão acadêmica.

Citaremos inicialmente os procedimentos metodológicos aplicados neste artigo. Discorreremos sobre como se dá a discalculia, as causas e conseqüências. Logo após relataremos uma experiência de aplicação de jogos matemáticos na escola com algumas observações e resultados, e finalizaremos com algumas considerações.

Procedimentos Metodológicos

Desenvolvemos esta pesquisa utilizando a observação direta e indireta de alguns alunos que apresentaram dificuldades de aprendizagem da matemática, foram aplicados alguns jogos matemáticos propostos pelo manual do Professor Celso Antunes – Jogos para estimulação das múltiplas inteligências -, com a finalidade de identificar em que grau se encontra tais dificuldades e também realização de entrevistas para posterior acompanhamento psicopedagógico de certos alunos que apresentem discalculia.Como técnica de pesquisa foi utilizada a observação participante baseada nas leituras de Minayo (1994), que aborda a referida técnica afirmando que,“A importância dessa técnica reside no fato de podermos captar uma variedade de situações ou fenômenos que não são obtidos por meio de perguntas, uma vez que, observados diretamente na própria realidade, transmitem o que há de mais imponderável e evasivo na vida real.”

Além disso, Chizzotti (2005) salienta:

“A atitude participante pode estar caracterizada por uma partilha completam duradoura da vida e da atividade dos participantes (...), vivenciando todos os aspectos possíveis (…) das suas ações e dos seus significados. Nesse caso, o observador participa em interação constante em todas as situações, espontâneas e formais, acompanhando as ações cotidianas e habituais, as circunstâncias e sentido dessas ações, e interrogando sobre as razoes e significados dos seus atos.”

Essa técnica busca obter informações sobre a realidade através do contato direto do pesquisador com o fato ou objeto da pesquisa.

Aplicamos as técnicas de coletas de dados os quais foram analisados e comparados com fatos observáveis. Compreendeu também sessões de jogos estimulativos e entrevistas (anamnese inicial e geral) com os pais.

A discalculia e suas causas potenciais

As dificuldade com a linguagem matemática são muito variadas em seus diferentes níveis e complexas em sua origem. Podem evidenciar-se já no aprendizado aritimético básico como, mais tarde, na elaboração do pensamento matemático mais avançado. Embora essas dificuldades possam manifesta-se sem nehuma inabilidade em leitura, há outras que são decorrentes do processamento lógico-matemático da linguagem lida ou ouvida. Também existem dificuldades advindas da imprecisa percepção de tempo e espaço, como na apreensão e no processamento de fatos matemáticos, em suas devida ordem.Discalculia é definido como uma desordem neurologica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um deficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.A discalculia é um impedimento da matemática que apresenta também outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas do ortografia. Há indicações de que é um impedimento congenito ou hereditário, com um contexto neurologico. Ela (a discalculia) pode atingir crianças e adultos.A discalculia apresenta alguns sintomas potencias:

• Dificuldades freqüentes com os números, confundindo os sinais ( +, -, ÷ , x).
• Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.
• Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.
• A inabilidade de dizer qual de dois numeros é o maior.
• Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.
• Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.
• Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.
• Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.
• A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivela às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.
• Tem dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância.
• Inabilidade em apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.
• Dificuldade de manter a contagem durante jogos.
• Dificuldade nas atividades que requerem processar seqüencias (etapas de dança), sumário (leitura, escrita, sinalizar na ordem direita). Pode ter problema mesmo com uma calculadora, devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.
• A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números). Os cientistas procuram ainda compreender as causas da discalculia, e para isso têm investigado em diversos domínios.

Causas potenciais:

• Neurologico: a discalculia foi associada com os lesões ao supramarginal e os giros angulares na junção entre os lóbulos temporal e parietal do cortex cerebral.
• Deficits na memória trabalhando: a memória trabalhando é um fator principal na adição mental. Desta base, Geary conduziu um estudo que sugerisse que era um deficit de memória para aqueles que sofreram de discalculia. Entretanto, os problemas trabalhando da memória são confundidos com dificuldades de aprendizagem gerais, assim os resultados de Geary não podem ser específicos ao discalculia mas podem refletir um deficit de aprendizagem maiores.

Outras causas podem ser:

• Um quociente de inteligência baixo (menos de 70, embora as pessoas com o IQ normal ou elevado possam também ter discalculia).
• Um estudante que tem um instrutor cujo o método de ensinar a matemática seja duro de compreender para o estudante.
• Memória a curto prazo que está sendo perturbada ou reduzida, fazendo-a difícil de recordar cálculos.
• Desordem congenita ou hereditaria.
• Uma combinação destes fatores.

A Inteligência lógico-Matemática

A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner aponta sete inteligências encontradas na raça humana: a inteligência lingüistica, a inteligência lógico-matemática, a inteligência musical, a inteligência corporal-cinestésica, a inteligência espacial, a inteligencia interpessoal e a inteligência intrapessoal (Gardner, 1995, p. 15).

No entanto trataremos neste artigo apenas da inteligencia lógico-matemática cuja queixa de discalculia tem uma maior relação.
A manifestação da inteligencia lógico-matemática acontece devido a facilidade na interpretação de cálculos e na percepção dos espaços e figuras geométricos, na capacidade de abstrair situações lógicas e problemáticas.

Antunes (1998) aborda que:

“Da mesma forma que a inteligência lingüística, essa competência não se abre apenas para pessoas letradas e, assim, muitas pessoas simples ou até analfabetas, como muitos “mestres-de-obras”, percebem a geometria nas plantas que encaram ou nas paredes que sabem erguer (...) Um aluno entenderá melhor os números as operações matemáticas e os fundamentos da geometria se puder torná-los palpáveis. Assim, materiais concretos como moedas, pedrinhas, tampinhas, conchas, blocos, caixas de fósforos, fitas, cordas e cordões fazem as crianças estimularem se raciocínio abstrato.”

Considerando essa estratégia de como estimular a inteligência lógico-matemática através de jogos com a utilização de matérias de fácil aquisição (garrafas pets, madeira, fitas, jogos, quebra-cabeça etc), aproveitamos para “reciclar” a criatividade do educador/aplicador uma vez que, como argumenta Celso Antunes, a coordenação manual parece ser a forma como o cérebro busca materializar e operacionalizar os símbolos matemáticos. (Antunes, 1998, p.71).

“A criança que manuseia os objetos, classificando-os em conjuntos, que abotoa sua roupa e percebe simetria, que amarra seu sapato e descobre os percursos do cadarço, mas também a que “arruma” sua mesa ou sua mochila está construindo relações, ainda que não seja a mesma lógica que “faz sentido ao adulto”. Para jogos voltados para essa inteligência, propomos como linhas de estimulação: jogos para fixar a conceituação simbólica das relações numéricas e geométricas e que, portanto, abrem para o cérebro as percepções do “grande” e do “pequeno”, do “fino” e do “grosso”, do “largo” e do “estreito”,o “alto” e do “baixo”.

Baseados, então, nessas premissas, introduzimos algumas dessas atividades em um aluno da rede municipal dentro da seguinte sistemática:

Jogo dos cubos e das garrafas

Inicialmente procuramos deixar a criança a vontade e descontraída realizando algumas perguntas para quebrar o gelo. Em seguida deixamos á disposição da criança algumas folhas de papel, caneta e lápis coloridos para realização de desenhos.Foi-lhe entregue algumas garrafas de plásticos de tamanhos bem diferentes e alguns cubos de madeira coloridos e pedido para que ela enfileirasse os objetos sem observar regras. E depois foi solicitado que separasse as garrafas maiores das menores, comparando os tamanhos e verbalizando os conceitos de “grande” e “pequeno”. Foi observado que a criança inicialmente mostrou-se desconfiada, mas em seguida realizou as tarefas, organizando as garrafas em ordem crescente - da menor para a maior. E Com relação aos cubos, ela colocou o maior na base e os menores em cima dele. Esta atividade visava verificar as noções de tamanho (grande/pequeno) e a capacidade de percepção espacial e a atenção da criança.

Jogo das garrafas coloridas

Selecionamos oito garrafas de plástico de medidas diferentes, a 1ª com 15 cm de altura, as outras com 12,5 cm, 10 cm, 7 cm, 5,25 cm, 4,0 cm e 3,5 cm com acabamento de fitas colantes nas beiradas.A criança teve que ordenar as garrafas em tamanho, agrupando as de tamanhos quase iguais ou diferentes, ordenando-as em fileiras, da menor para a maior e da maior para a menor. Mesmo havendo um pouco de demora na arrumação das garrafas, a tarefa foi realizada sem problemas; a criança comparava os tamanhos e ordenava conforme solicitado (da maior para a menor, juntar as pequena separando das maiores, etc). Esta atividade tinha como objetivo verificar as noções de tamanho (maior/menor) e estimular a coordenação motora e a contagem.

Jogo de dominó

Colocamos a disposição da criança um jogo de dominó.A criança teve que ordenar as peças de acordo com a numeração de bolinhas contidas nas extremidades, utilizando as regras do dominó. À medida que é apresentada uma peça o aluno teve que colocar a correspondente. A criança apresentou inicialmente certa dificuldade em entender o jogo e em colocar a peça adequada conforme o número de bolinhas da outra peça.Depois de ensinado o jogo e dado exemplos, a criança executou a atividade de forma satisfatória se mostrando interessada pelo jogo.Esta atividade visava desenvolver a percepção do sistema de numeração e estimular a associabilidade, a noção de seqüência e a contagem.

Botões matemáticos

Separamos botões de várias cores e tamanhos, selecionados por cores e tamanhos. 15 botões brancos, outros tantos azuis e assim por diante.A criança foi orientada a separar botões por tamanhos, na quantidade solicitada, utilizando barbante e folha de papel. Embora a criança colocasse os botões nas quantidades corretas no barbante, ela não conseguia relacionar com os termos “dúzia” e “dezena”.Esta atividade permitiu identificar, com facilidade se a criança domina as noções de “meia dúzia”, “uma dúzia”, “uma dezena” e levar o aluno à descoberta de que duas “meias dúzias” formam uma “dúzia”.Teve como objetivo desenvolver a habilidade de compreensão de sistemas de numeração, a coordenação motora e a orientação espacial.

Resultados das atividades lógico-matemáticas

Consideramos importante explicar para os pais como se processou a aplicação dos testes realizados na criança, bem como os objetivos de cada um deles. Informamos que a criança apresentou algumas dificuldades durante a realização de alguns dos testes, mas que fazia parte do processo de maturação da criança, porém não foi possível fechar um diagnóstico definitivo.Apesar de os trabalhos terem sido realizados em um curto espaço de tempo e também da carência de diagnósticos de outros profissionais, relatamos aos pais que a criança, possivelmente, apresenta um grau de abstração razoável, mas que se estimulada de forma adequada ela pode alcançar resultados satisfatórios com relação à queixa de discalculia.Para uma abordagem mais especifica foi explicado que seria necessário observar a criança em sala de aula e uma entrevista detalhada com os professores, e também, de um diagnostico neurológico para verificar possíveis danos de ordem cognitiva.Há necessidade de um acompanhamento mais aproximado dos professores e da equipe pedagógica da escola no que se refere ao processo de ensino-aprendizagem. Após conversarmos com os pais perguntamos à criança o que ela achou das atividades realizadas e depois explicamos para ela também cada etapa e a sua finalidade. Procuramos incentivá-la, alertando da importância da matemática para nossa vida, pois em todo o tempo estaremos fazendo contagens, somando, subtraindo, resolvendo problemas, entre outras coisas. Mostramos os avanços dela e as suas potencialidades, o seu desenvolvimento e suas capacidades.

Considerações finais

Mesmo sendo uma pequena prática de observação/avaliação diagnóstica, foi muito importante e relevante a sua aplicação para uma melhor compreensão da realidade do psicopedagogo institucional a fim de socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo e construir um espaço para que todos aqueles que participam da escola compreendam como e porque ela é um espaço de construção do conhecimento. (Rezende, 2007, p.46)Pois é durante o processo de diagnóstico que o futuro psicopedagogo se desenvolve enquanto profissional.

Segundo Bassedas (1996),

“o diagnóstico psicopedagógico é um processo no qual é analisada a situação do aluno com dificuldade dentro do contexto de escola e de sala de aula, com a finalidade de proporcionar aos professores orientações e instrumentos que permitam modificar o conflito manifestado.

” Nesse prisma que envolve o cabedal teórico com a práxis, e deixando as dimensões da Faculdade para entrarmos no campo de atuação, que conseguimos vislumbrar a importância desse profissional dentro da educação, cujo papel principal é trabalhar com as dificuldades do aprendente a fim de investigar, avaliar, diagnosticar e orientar os professores na melhor forma de ajudar, em sala de aula, aquele aluno com dificuldades de aprendizagem para uma possível diminuição ou mesmo extinção de tais problemas.

Fonte: JOGOS MATEMÁTICOS PARA ESTIMULAÇÃO DA INTELIGÊNCIA NOS DISTÚRBIOS DE DISCALCULIA publicado 16/08/2007 por Celso Rodrigues Cardoso Filho em http://www.webartigos.com/articles/2067/1/jogos

Referencias bibliográficas

ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das Múltiplas Inteligências. Petrópolis, RJ Editora Vozes, 1998.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2005.
GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na pratica. Porto Alegre: Artes Médicas (aRTmED), 1995.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
REZENDE, Mara Regina Kossoski Felix. Diagnóstico e avaliação psicopedagógica. Manaus: FSDB, 2007.
Site da Internet:http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia, visitado em 11/06/2007.

Como agir ao detectar problemas de aprendizagem

As primeiras atitudes que cabem aos pais e professores são:

1º passo: Procurar um bom profissional, que não só entenda de Psicopedagogia e Psicologia, mas também esteja antenado com outras áreas como Neuropsicologia, Arteterapia, Psiquiatria, pois cada distúrbio apresenta características próprias e deve ser tratado de formas diferenciadas. Hoje vale mais a Multiterapia do que qualquer terapia isolada.

2º passo: Pais e professores devem trabalhar em conjunto, sem contradizer uns aos outros e devem ter consciência da necessidade de educação especial para crianças com distúrbio.

3º passo: Não tratar o aluno ou filho como um doente ou incompetente ou como um fardo, nunca chama-lo de burro nem ridicularizar suas limitações. Não deixar que colegas e irmãos ridicularizem as dificuldades apresentadas pela criança ou adolescente. Caso contrário, além do possível distúrbio em si, ainda haverá um comprometimento psicológico, gerando baixa auto estima e outras complicações.

4º passo: Faze-lo entender que precisa de ajuda nos estudos, mas nem por isso perdeu o carinho e admiração dos pais/professores/colegas/irmãos.

5º e mais importante passo: Pais e professores devem se informar melhor, ler bons livros, questionar o que se divulga em revistas/tv, pois nem tudo o que se diz é absoluta verdade. É preciso aprender a filtrar o que é bom e excluir o que é dito apenas para ganhar audiência ou vender livros, ou qualquer motivo que fuja da intenção de informação pública.

Atitudes que a família pode e deve tomar: Outra atitude bastante positiva é integrar-se à vida escolar da criança, acompanhando as lições de casa, atividades, aliás esta deve ser a atitude correta de qualquer pai ou mãe, independente de apresentarem distúrbios. E sempre deixando claro que também tiveram dificuldades quando pequenos, ninguém nasce sabendo e que, com um pouco de esforço, é possível acompanhar os ensinamentos na escola e na vida. A família deve ainda dar atenção ao indivíduo com distúrbio sem sufoca-lo, sem esquecer-se de outros membros da família. Viver em comunhão de forma que todos apoiem a todos e nunca tratando o indivíduo com distúrbio de aprendizagem como se fosse um deficiente inútil, primeiro porque estes distúrbios não são impedimentos para uma vida normal, segundo, porque nem os deficientes graves devem ser tratados como inúteis. Cabe à família integrar o indivíduo ao máximo dentro e fora de casa, pois é um indivíduo normal, apenas tem dificuldade em um ou outro segmento da aprendizagem.

Ao invés de se lamentar, a melhor forma de administrar é incentiva-lo às artes e esportes que, além de auxilia-lo no desenvolvimento de coordenação motora e no aprendizado de forma geral, ainda abrirão possibilidades de carreiras. Aprofunde-se neste assunto lendo os livros: "A escola produtiva" e "Problemas de aprendizagem na pré escola". E o mais recente: "Distúrbios de aprendizagem/comportamento (verdades que ninguém publicou)".

OBS: Artigo de Lou de Olivier, resumido especialmente para publicação na seção "Pais e filhos" da Revista brasileira "Viver Psicologia" de número 134 (cento e trinta e quatro). O artigo completo encontra-se publicado em diversos sites, jornais e revistas no Brasil e Europa. Permitida a reprodução, desde que citada a sua autoria e não haja nenhuma alteração no texto.

quinta-feira, 27 de março de 2008

REABILITAÇÃO DA DISCALCULIA

A discalculia faz parte da linguagem quantitativa e está associada a várias causas, como ausência de fundamentação matemática, essa dificuldade atinge diversos graus, a leitura, a escrita, a ortografia.

O termo discalculia refere-se á capacidade de compreensão dos números e de suas relações, ou seja, a uma dificuldade de executar operações de matemática. Segundo Brown(1953), " a matemática pode ser considerada como uma linguagem simbólica cuja função prática é expressar relações quantitativas e especiais cuja função é facilitar o pensamento.

Desenvolvimento

As noções de matemática, para Fonseca (1995), emergem de experiências concretas e envolvem inúmeras habilidades que têm sua raiz na hierarquia da experiência e nos estágios do desenvolvimento psicomotor e do pensamento quantitativo. Entre essas habilidades o autor cita, como principais, as noções de tamanho, forma, cor, quantidade, distância, ordem e tempo. Para Piaget(1989), essas noções têm início na faixa etária de 04 a 07 anos, quando a criança começa a fazer uso do julgamento da forma, do tamanho e de outras relações que dependem mais da experiência do que do raciocínio, este último ainda em fase intuitiva.

Os desvios da linguagem verbal representam fator importante nas causas da discalculia, portanto a alteração dos sistemas da linguagem está geralmente associada ás dificuldades de organizar e categorizar a informação dos sistemas da linguagem está geralmente associada ás dificuldades de organizar e categorizar a informação; no entanto, sabe-se de crianças não-disléxicas que não apresentam discalculia, como também o contrário, isto é, crianças disléxicas que não apresentam problemas de cálculo.

A discalculia infantil ocorre em razão de uma falha na formação dos circuitos neuronais, ou seja, na rede por onde passam os impulsos nervosos. Normalmente os neurônios transmitem informações quimicamente através da rede. A falha de quem sofre de discalculia está na conexão dos neurônios localizados na parte superior do cérebro, área responsável pelo reconhecimento dos símbolos. Detectar o problema, no entanto não é fácil. Na pré-escola, já é possível notar algum sinal do distúrbio, quando a criança apresenta dificuldade em responder ás relações matemáticas propostas - como igual e diferente, pequeno e grande. Mas ainda é cedo para o diagnostico preciso. É a partir dos 7 ou 8 anos, com a introdução dos símbolos específicos da matemática e das operações básicas, que os sintomas se tornam mais visíveis.

Embora reconheça os números, a criança que tem distúrbio não consegue estabelecer relações entre eles, montar operações e identificar corretamente os sinais matemáticos. Para ela, é como se, de repente, o professor estivesse falando uma língua desconhecida. Mas, ao contrário do que muitos pais imaginam, a discalculia nada tem haver com a inteligência, podendo atingir pessoas com potencial de aprendizagem em diversas áreas. Geralmente, ela aparece associada a outros distúrbios como a AAD (Desordem do Déficit de Atenção), que se reconhece pela dificuldade de concentração e organização. Além disso, é comum a falta de noção espacial, levando quem tem o problema a derrubar objetos, esbarrar em móveis como se não tivesse noção da extensão de seus braços e pernas.

Caso não seja detectado a tempo, o distúrbio pode comprometer o desenvolvimento escolar de maneira mais ampla. Inseguro devido á sua limitação, o estudante geralmente tem medo de enfrentar novas experiências de aprendizagem por acreditar que não é capaz de evoluir. Pode também vir a adotar comportamentos inadequados tornando-se agressiva e apática ou desinteressada. Sem saber o que se passa, pais, professores e até colegas correm o risco de piorar a auto-estima da criança com punições e críticas. Por isso, é importante chegar a um diagnostico rápido, de preferência com a avaliação de psicopedagogos e neurologistas e começar o tratamento adequado.

Para a habilitação ou reabilitação dos casos de discalculia, torna-se imprescindível identificar a área em que ocorre a dificuldade que impede a criança de aprender a lidar com dados matemáticos para possibilitar a elaboração de um programa adequado. Para tanto, a investigação deve incluir:

Noções de conjunto de objetos
Noções de posição de objeto " termos a termo"
Associação de símbolos auditivos e visuais a números
Contar e compreender o principio de conservação
Reversibilidade de pensamento
Noções de espaço e tempo (seriação e ordenação).

Planejamento de Terapia

Antes de iniciar a terapia é necessário um plano de atividade, com a finalidade de selecionar recursos e de tornar claros e precisos os objetivos, de acordo com cada caso, tendo em vista maior eficiência na ação terapêutica. Planejar é organizar a própria ação, transformando a realidade numa direção escolhida.(Gandin,1991). Para o autor é preciso termos consciência de que a elaboração é apenas um dos aspectos do processo, depois disso vêm, vinculados, os aspectos de execução e avaliação. A esses aspectos acrescento os ajustes, que decorrem da avaliação constante para a consecução dos objetivos. Um dos principais objetivos do tratamento dos distúrbios de aprendizagem é o de aumentar a autoconfiança e auto- estima da criança, tão desgastadas pelos contínuos fracassos escolares. Quanto á escola é necessário que os professores desenvolvem atividades especificas com este aluno, sem necessidade de isolá-lo do resto da turma nas outras disciplinas. É importante que o aluno só deixe de receber atendimento especializado quando readquire a autoconfiança. Já o uso de remédios é necessários somente para minimizar possíveis sintomas associados, com distúrbios de atenção e hiperatividade.

Reflexos no Aprendizado

Veja os requisitos necessários para o aprendizado da matemática e as dificuldades causadas pela discalculia.

Aptidões esperadas 3 a 6 - Ter compreensão dos conceitos de igual e diferente, curto e longo, grande e pequeno, menos que e mais que, classificar objetos pelo tamanho, cor e forma, reconhecer números de 0 a 9 e contar até 10, nomear formas, reproduzir formas e figuras.

Dificuldades

Problemas em nomear quantidades matemáticas, números, termos, símbolos, insucesso ao enumerar objetos reais ou em imagens

Aptidões esperadas

6 a 12 - Realizar operações matemáticos como soma e subtração, começar a usar mapas, compreender metades, quantas partes e números ordinais.

Dificuldades

Leitura e escrita incorreta dos símbolos matemáticos

Aptidões esperadas

12 a 16 - Capacidade para usar números na vida cotidiana, uso de calculadora, leitura de quadros, gráficos e mapas, entendimento do conceito de probabilidade.

Dificuldades

Falta de compreensão dos conceitos matemáticos, dificuldade na execução mental e concreta de cálculos numéricos.

Conclusão

Devido à complexidade dos distúrbios de aprendizagem os resultados para sua solução será mais concretos se houver participação conjunta da família e da escola. Cada criança precisa ser vista de forma particular pois é em casa que a criança recebe as primeiras e mais duradouras influências que servem de base para as futuras aprendizagens, cabendo à escola o papel de complementar e dirigir a formação integral da criança.

segunda-feira, 17 de março de 2008

DISLEXIA E ESCOLA

É na escola que a dislexia, de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em outros ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a leitura e a escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo, valorizadas.

Sempre houve disléxicos nas escolas. Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação nada têm a ver com ele. Não é por acaso que muitos portadores de dislexia não sobrevivem à escola e são por ela preteridos. E os que conseguem resistir a ela e diplomar-se fazem-no, astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios, que lhes permitem driblar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as cobranças dos professores, as humilhações sofridas e, principalmente, as notas.

Estratégias para aplicar em sala de aula em alunos disléxicos

• Nunca peça a ele que leia em voz alta na classe, sem que lhe comunique antecipadamente para que possa se preparar com antecedência;

• Nunca o force a escrever no quadro-negro;

• Nunca peça que ele responda perguntas sem ter se oferecido para tal;

• Corrija a escrita avaliando o significado de seu conteúdo, e não pelo número de palavras escritas de forma ortográfica correta;

• Nunca peça a ele para usar o dicionário para procurar uma palavra que não saiba escrever. Ao invés disso, peça que ele use um computador para corrigir o seu trabalho escrito;

• Não insista para que o estudante copie do quadro-negro. Se ele achar que isso é difícil, permita-lhe que copie das anotações da professora ou de um colega;

• Permita que o disléxico use o computador para elaborar trabalhos escritos;

• Reduza as atividades em classe e as tarefas de casa do aluno disléxico;

• Use artifícios para facilitar a memorização do estudante, como músicas;

• Permita o uso de máquina de calcular durante as lições de matemática;

• Dê a ele a oportunidade de responder às questões dos testes oralmente, e de refazer o teste quando necessário, atribuindo nota extra para compensar as notas baixas.

quarta-feira, 12 de março de 2008

TRATAMENTO GRATUITO EM SÃO PAULO PARA TDAH

São Paulo – Atendimento público - gratuito

• PRODATH - Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade (adultos)
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - ambulatório térreo - HC - USP
Cerqueira César - SP
CEP: 05403-010
Tels: (11) 3088-4314 (MARCAÇÃO DE CONSULTAS) ou 3069-6971
Horário de atendimento: 8 às 16h
Coordenador: Dr. Mário Louzã Neto

• ADHDA - Ambulatório para Distúrbios Hiperativos e Déficit de Atenção (crianças e adolescentes)
Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência - HC - USP
Av. Dr. Ovídio Pires de Campo, s/n - CEP 05403-010
Telefone : (11) 3069-6509 ou 3069-6508
Coordenador: Dr. Ênio Roberto de Andrade