quarta-feira, 26 de maio de 2010

Classe de Gênios

Dislexia não tem nada a ver com burrice

Albert Einstein

Quem foi: O maior físico do século 20, pai da teoria da relatividade
Efeitos da dislexia: Começou a falar tarde, tinha raciocínio lento e baixo rendimento escolar. Só foi alfabetizado aos 9 anos.

Leonardo da Vinci

Quem foi: Um dos pintores mais famosos do mundo, autor da Mona Lisa
Efeitos da dislexia: Manuscritos acusam o distúrbio. Ele escrevia de trás para frente – traço característico de disléxicos canhotos.

Thomas Edison

Quem foi: Cientista do século 19, inventou a lâmpada incandescente
Efeitos da dislexia: Era tido como mentalmente atrasado pelos professores. Sua mãe passou a educá-lo sozinha.

Agatha Christie

Quem foi: A mais famosa escritora policial de todos os tempos, autora de mais de 80 livros.
Efeitos da dislexia: Agatha não escrevia seus livros diretamente. Ela ditava as histórias para uma secretária ou usava um gravador.

Fonte: Eduardo Petrossi - Super Interessente

Ler ou não Ler

O que é dislexia?

Dificuldades de ler, soletrar ou até mesmo identificar as palavras mais simples. Muito mais do que preguiça, falta de atenção ou má alfabetização, pessoas com esses sintomas podem ter dislexia.

Apesar da assustadora impressão do termo, dislexia não é uma doença. Ela é um distúrbio genético e neurobiológico de funcionamento do cérebro para todo processamento lingüístico relacionado à leitura.

O que ocorre são falhas nas conexões cerebrais. Assim, a pessoa disléxica tem dificuldade para associar o símbolo gráfico e as letras ao som que elas representam e não consegue organizá-los mentalmente numa seqüência coerente.

Por exemplo, a palavra “superinteressante” pode ser vista e entendida por um disléxico como “suprinteressãmt”.

“Os mesmos sintomas da dislexia podem aparecer para vários outros quadros, como hiperatividade ou lesões cerebrais. Assim, um diagnóstico preciso deve ser feito por uma equipe multidisciplinar”, diz Maria Ângela Nogueira Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia.

O distúrbio pode ser tratado com exercícios de assimilação de fonemas, desenvolvimento de vocabulário e acompanhamento de psicólogos e fonoaudiólogos. Estudos sugerem que, se tratada ainda cedo na vida escolar, uma criança pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas quase desaparecerem.


Fonte: Eduardo Petrossi - Super Interessente

Vestibulares permitem tempo extra e acompanhante para disléxicos em prova

Distúrbio compromete leitura, escrita e preenchimento de gabaritos pequenos; portador precisa provar distúrbio com laudo médico.

As letras se embaralham, os números se invertem e nenhuma pergunta faz sentido. Escrever redação?
As ideias parecem não querer se fixar no papel. Esse é o retrato do nervosismo na hora da prova para muitos vestibulandos. Mas para os disléxicos, isso é o que acontece sempre que precisam escrever ou ler algo, por mais simples que seja o texto, ou por mais que dominem o assunto. Para compensar essas dificuldades, muitos vestibulares oferecem a eles condições especiais de exame como tempo extra para responder às questões.

O disléxico normalmente:

Demora para se alfabetizar e mesmo adulto, lê com erros;

Confunde letras e números de formato parecido (b, p e d, por exemplo);

Escreve com dificuldade, ‘come’ ou inverte letras ou palavras;

Tem problemas de memória e concentração;

Vê dificuldade em conceitos abstratos;

Confunde esquerda e direita e se perde;

Tem talentos especiais (música, artes plásticas, ciências);

Tem dificuldade com línguas estrangeiras.

“Não é justo que o candidato esteja bem preparado, domine o assunto, mas não consiga fazer a prova por ter dificuldade para preencher o gabarito”, diz Maria Angela Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia.

Ela explica que os portadores do distúrbio encontram dificuldades para realizar tarefas que, para os outros, são simples. “O candidato pode saber tudo de história, mas não conseguir pôr no papel.”, explica.

Para Maria Angela, escolas e universidades deveriam aplicar avaliações alternativas aos candidatos – o que não significam provas mais fáceis. “Eles podem realizar exames orais, por exemplo. O disléxico compreende perfeitamente bem, a dificuldade é com a escrita”, explica.

Aprovado no vestibular da Universidade de Brasília (UnB) na quarta tentativa, Darby Lima, diagnosticado com dislexia, conta que “embaralha” letras e números. “Queria escrever 41 e acabava escrevendo 4i, por exemplo”, diz.

Para esses candidatos, os principais vestibulares do país oferecem condições especiais na prova. Na Fuvest, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP), os candidatos disléxicos têm 20% a mais de tempo extra para realizar a prova.


Nos vestibulares da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do tempo extra os candidatos têm ajuda de profissional capacitado para ler o exame ou transcrever as respostas – o vestibulando dita, o auxiliar escreve.

Na Universidade de Brasília (UnB), essas condições não se limitam ao vestibular. Programa de apoio ao portador de necessidades especiais garante aos estudantes com dislexia auxílio nas provas e trabalhos durante toda a graduação.

É preciso se informar das condições especiais de exame já no ato de inscrição. As instituições pedem laudos médicos com o diagnóstico da dislexia para conceder os benefícios. Associações de apoio ao disléxico fazem os exames de maneira gratuita para pessoas de baixa renda.

O diagnóstico e o tratamento são complexos e exigem equipes multidisciplinares – normalmente, formadas por neurologistas, pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos e oftalmologistas. Pessoas de baixa renda podem fazê-lo gratuitamente em ONGs e associações de apoio ao disléxico, como a ABD.

Fonte: Bruno Aragaki - Guia do Estudante

terça-feira, 18 de maio de 2010

Como funciona nosso cérebro?

O cérebro é um sistema ultra-organizado e supercomplexo. Existem milhares de interconexões entre as diferentes regiões, a maioria ainda desconhecida pelos cientistas. Este esquema ilustra uma versão simplificada dessas conexões.

1- Córtex pré-frontal

Comanda a capacidade da raciocinar, de resolver problemas e determina as respostas do comportamento do indivíduo ao estímulo recebido. Esta área é uma das últimas a amadurecer na adolescência. Talvez seja a razão por que o jovem toma decisões rapidamente, sem pensar nas conseqüências. É aqui também que os neurônios envolvidos em algumas atividades que exigem concentração, como fazer palavras cruzadas, são estimulados.

2- Lóbulo frontal

Região onde estão armazenadas informações que permitem o discernimento social e a capacidade de prever as conseqüências de uma atitude. Quando a pessoa toma um drinque, o álcool atinge o lóbulo frontal, levando-a a sentir-se mais alegre e relaxada.

3- Córtex motor primário

Principal região do cérebro, responsável por movimentos como andar, correr. Os neurônios dessa área estão diretamente conectados com o cerebelo, que auxilia no "ajuste fino" do exercício. Durante qualquer atividade, diversos hormônios e substâncias são produzidos e liberados na corrente sanguínea, atingindo outras regiões do cérebro.

4- Lóbulo parietal

É a região do cérebro que processa as reações somato-sensoriais. É ativado quando o indivíduo ouve uma música (audição) ou lê um livro (memorização).

5- Sistema límbico

Regula a sede, o impulso sexual, a fome. Este sistema emocional é ativado quando, por exemplo, um executivo tem de decidir onde aplicar o dinheiro de sua empresa. É aquilo que se convencionou chamar de "ouvir as emoções". Esta área é acionada quando se faz algo que dê prazer - tanto comer como ingerir drogas.

6- Lóbulo occipital

Onde se processam basicamente os estímulos visuais captados pelos olhos, que interpretam informações por meio de comparações, seleção e integração. Está ligado também à memória visual, quando se lê um livro.

7- Lóbulo temporal

Agrega principalmente os estímulos auditivos - como quando se ouvem as sonatas de Mozart, por exemplo.

8- Amígdala

É a área da expressão das emoções, como a tristeza e o medo. Aciona-se a amígdala quando se treme de medo ao ver um assalto. É como se tivesse sido disparado um alarme dentro do cérebro. Todo o organismo fica em estado de alerta.

9- Hipocampo

É a conhecida "região da memória", de curto e médio prazo - torna o indivíduo capaz de se lembrar, por exemplo, do quaprendizado e vestiu ontem. O sono REM, fase em que acontecem os sonhos, estimula o hipocampo. Quando a pessoa dorme, surgem fragmentos dessa memória. A memória de trabalho está ligada a esta região, onde também ocorre o aprendizado de novas informações.

10- Cerebelo

É aqui que acontece o da música, das operações matemáticas e a coordenação motora fina. O cerebelo comanda o equilíbrio e a musculatura de todo o corpo. Um distúrbio aqui pode gerar paralisia das cordas vocais, de braços e pernas. Fazer tricô, por exemplo, envolve o córtex motor, mas é uma tarefa impossível sem o precioso auxílio do cerebelo - de onde saem os "comandos" para digitar ou tocar violão.

Fonte: Alysson Renato Muotri, pesquisador associado do Salk Institute, na Califórnia