quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Onde tratar gratuitamente o portador de TDAH

Aqui estão relacionados os centros especializados no atendimento a portadores de TDAHI, realizando também pesquisas e treinamento.

Todos os locais indicados declararam experiência e atualização no tratamento de TDAH, conhecendo as recomendações e diretrizes da comunidade científica.
A ABDA apenas indica alguns locais de tratamento, mas não se responsabiliza pelo atendimento de nenhum profissional.


Rio de Janeiro

• PAM – MATOSO (crianças e adolescentes)
Rua do Matoso, 96 - Pça da Bandeira
Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2273.0899 (maiores informações com a As. Social Luciana, 5ª de manhã)
Coordenadora: Dra. Katia Beatriz Correa e Silva
As inscrições estão suspensas temporariamente.

• CIPIA
Praça Monte Castelo 18 sala 705 (perto do metrô Uruguaiana)
Rio de Janeiro, RJ
Tel: (21) 2285-6351
Coordenadora: Dra. Maria Antonia Serra Pinheiro

• GEDA - Grupo de Estudos de Déficit de Atenção

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PESQUISA DE DIAGNÓSTICO DE TDAH
EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 7 A 16 ANOS
É necessária a participação dos pais biológicos.

ANTES DE DEIXAR UM RECADO PARA A TRIAGEM DA PESQUISA DO GEDA (Grupo de estudos em Déficit de Atenção) leia abaixo e veja se a sua família se encaixa nos critérios de inclusão do estudo.

A UFRJ – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO está conduzindo um estudo sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Crianças e adolescentes que tenham queixa ou suspeita de TDAH podem participar do estudo, que investiga o perfil de sintomas e a influência genética deste transtorno. Serão realizadas consultas com especialistas e avaliações de aprendizado, além de testes neuropsicológicos para atenção, impulsividade, etc. Esta avaliação é gratuita, sendo seu custo bastante elevado quando realizada em nível privado.

Ao final, é feita uma consulta devolutiva com um médico e fornecido um laudo com o diagnóstico de TDAH e de outros problemas que podem estar associados ou não ao TDAH (Dislexia, Depressão, etc).

Para participar é necessário atender a TODOS os seguintes requisitos:

1) Crianças e adolescentes com idades entre 7 e 16 anos
2) Mãe e pai biológicos precisam participar da pesquisa
3) Irmão ou irmã (dos mesmos pais) precisa participar da pesquisa – acima de 7 anos
4) Pode estar ou não em tratamento para o TDAH
5) Todos devem aceitar colher sangue no dia da avaliação

Toda a família faz a avaliação ao longo de um dia inteiro, no campus da Praia Vermelha (ao lado do hospital Pinnel) começando às 7h30, sendo o exame de sangue também realizado neste dia (OBS: não é feito exame de paternidade neste estudo).

Para marcar ligue para (21) 2543-6970 e deixe um recado na secretária eletrônica, dizendo seu nome e telefone de contato. Informe também que este convite foi feito através do site da ABDA.

Instituto de Psiquiatria - Universidade Federal do Rio de Janeiro

O GEDA é um centro de pesquisa, não é um ambulatório de atendimento regular a pacientes com TDAH.

Assim, como em outras áreas da Medicina, são utilizados protocolos de pesquisa previamente aprovados pelo Comitê de Ética que determinam quais pacientes podem ser incluídos nas pesquisas.


Saiba mais sobre o GEDA

Av. Venceslau Brás 71 – Campus da UFRJ (Ao lado do hospital Pinel)
Ambulatório do IPUB - CIPE NOVO – sala 5
Rio de Janeiro - RJ
CEP 22.290-140
Tels: (21) 2543-6970
Coordenador GEDA: Professor Paulo Mattos

• Santa Casa de Misericórdia (Crianças-adolescentes)
Rua Santa Luzia 206 - Centro
Rio de Janeiro - RJ
Tel: 21 2221 4896
Coordenador Santa Casa: Dr. Fábio Barbirato



São Paulo

• PRODATH - Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade (adultos)
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 - ambulatório térreo - HC - USP
Cerqueira César - SP
CEP: 05403-010
MARCAÇÃO DE CONSULTAS – (Só para Projetos de Pesquisa e que o interessado tenha disponibilidade de tempo para participar do mesmo)
INFORMAÇÕES: às 4ªs feiras das 8:30h até 12h - telefone(11) 3069-6971
Coordenador: Dr. Mário Louzã Neto

• ADHDA - Ambulatório para Distúrbios Hiperativos e Déficit de Atenção (crianças e adolescentes)
Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência - HC - USP
Av. Dr. Ovídio Pires de Campo, s/n - CEP 05403-010
Telefone : (11) 3069-6509 ou 3069-6508
Coordenador: Dr. Ênio Roberto de Andrade



Paraíba
• Serviço de Psiquiatria Infantil (crianças e adolescentes)
Hospital Universitário de João Pessoa, 6º andar
Telefone: (83) 216-7201
Coordenador: Dr. Genário Barbosa




Porto Alegre

• PRODAH - Programa de Déficit de Atenção/Hiperatividade
Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre - UFRGS
Rua Ramiro Barcelos 2350
Porto Alegre - RS
CEP 90035-003
www.ufrgs.br/prodah
Tel: 51-2101-8094
Coordenador: Dr. Luiz Rohde




Ribeirão Preto

• GEAPHI-Grupo de Estudos Avançados e Pesquisa em Hipercinesia (crianças e adolescentes até 13 anos)
Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP
Serviço de Psiquiatria da Infância - campus - Balcão 4 (rosa)
Coordenador: Dr. José Hércules Golfetto

Depoimento de um TDAH

Minha Vida

Ele era uma criança levada, que não parava no lugar e não se concentrava em nada. Diziam que ele era hiperativo, mas pera aí? Como podia ser hiperativo uma criança que ao jogar videogame ou assistir um jogo do Flamengo na televisão ficava horas e horas parada sem ao menos piscar os olhos?
"Mal educado!!!!" " Sem limites!!!!" "Capeta!!!!" "Disperso!!!!" "Louco!!!" eram frases que ele comumente ouvia.
Ele sofria com isso, porém, sempre se considerou como os outros, pois tinha uma vida parecida com a dos seus amigos, mesmos hábitos, costumes, cultura, mas sempre fazendo as coisas muitas vezes sem pensar. Mesmo assim, ele não era somente defeitos, assim como perdia amigos facilmente, os recuperava com seu carisma e sua inteligência.
Inteligência que incomodava a muitos, pois não o viam estudar muito, se empenhar e mesmo assim colher como frutos, bons resultados... "Mas pera aí, ele nunca pode ser um bom aluno!" "Ele só pode estar colando".
Eis então que ele cresceu, a criança hiperativa mal educada virou um jovem. Ele, agora mais velho, continuava tendo muitos amigos, saía, se divertia e jogava muito bem futebol, algo em que definitivamente se concentrava e parecia até uma pessoa "normal"; ele era o capitão de seu time da escola, exercia toda sua liderança em quadra e se orgulhava muito disso.
Na sala de aula, parecia que sua liderança se tornava algo negativo, o fazia não ter forças para estudar, para prestar atenção, atrapalhava a turma, desconcentrava os professores e criava muitas inimizades. Inimizades essas que não acreditavam como ele podia obter bons resultados. E as vitimas de sua tenebrosa atitude sem limites? Ele não pode corresponder às expectativas.
Ele era o capitão do time, ele era querido.....
Ele era um menino problema; em sala de aula, ele era odiado.

Como sua vida não era feita só de futebol, ele foi campeão no campo, e foi derrotado fora dele; foi perseguido como um bandido sem direito a legítima defesa, afinal foi pego várias vezes em flagrante, com sua maligna hiperatividade e sua temível impulsividade.
Orgulhosamente, foi lhe dado o veredicto final, como um juiz que dá uma sentença a um réu, sua reprovação em matemática foi ovacionada pelos guardiões da boa conduta e da paz escolar, e sua conseqüente saída da escola como um início de um novo ciclo de alegria, sem ele, aquele menino, que jogava bem futebol, mas somente isso.
Ele chorou, perdeu seus amigos, sua escola, mas mais do que tudo isso, perdeu sua auto-confiança.
Ele já estava se tornando um adulto, e por meios do destino sua mãe conheceu um médico que tratava de um tal “déficit de atenção”. Seria tão somente o 445º tipo de tratamento para curar aquele garoto-problema, algo que até o mesmo já estava praticamente convencido que era.
Mandaram-lhe tomar Ritalina, um remédio ruim, que tira fome, e que lhe daria mais atenção e blá blá blá !!! Algo que ele já estava cansado de ouvir. Ele tomou a medicação sem crença nenhuma naquilo.
E o tempo foi passando, ele vivendo sua vida, em uma nova escola, procurando seu lugar no time de futebol do colégio...
Em 4 anos ele se tornou capitão do time. E mais, foi campeão vencendo a sua ex-escola; se formou como um dos melhores alunos da turma, passou para a faculdade que queria, tirando nota 10 na prova de matemática, a matéria que o fez passar um dos seus piores momentos ao ser reprovado.

Hoje ele está na faculdade. Ele ainda tem muito o que viver, com seu jeito hiperativo, desatento, mas agora controlado, sem deixar de ser ele mesmo. Ele vai vivendo, com o intuito de um dia poder mostrar que não era um bandido, um mal educado, nem um “sem limites”; era apenas uma pessoa diferente e, como todas outras pessoas diferentes, pode e deu certo na vida.
Hoje ele é feliz, tem uma namorada, estuda o que gosta, tem muitos amigos, sua família se orgulha dele e, acima de tudo, ele próprio sabe o que tem e vive feliz com a sua realidade.
Ele deseja que o que ele sofreu, outras pessoas não sofram um dia.
Ele?

Sou eu...
Beto

Fonte: www.tdah.org.br – Depoimento do filho da Presidente da ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção. Psicóloga Iane Kestelman

sábado, 11 de dezembro de 2010

DISTIMIA

O emburramento, aspecto de prontidão para começar uma briga, mau humorado, irritação intensa, como se fosse um perigo iminente, acontecendo de forma freqüente, por um período de no mínimo dois anos, pode estar aí o famoso mau humorado, conhecido por DISTÍMICO.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde ( OMS ), atinge a 3% da população mundial, o que significa cerca de 180 milhões de pessoas no mundo e que como relata o Dr Fábio Barbirato, chefe do serviço de neuropsiquiatria infanto-juvenil da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, 70 % dos adultos com DEPRESÃO foram DISTÍMICOS na infância ou adolescência.

Separar o distímico do deprimido, nem sempre é fácil, porem o deprimido é triste e o distímico tem o humor irritado. Como a doença é pouco conhecida e cercada de preconceitos, nem sempre é fácil fazer o diagnóstico da distimia, levando as pessoas a sofrerem por anos a fio até que se faça o diagnóstico.

Trabalhos que vem sendo feitos no mundo científico, leva a crer que a DISTIMIA, como os demais Transtornos Neurocomportamentais, tem a sua etiologia GENÉTICA, havendo interferência SÓCIO-AMBIENTAL E PSICOLÓGICA.

Alguns autores estão correlacionando a etipotogenia da distimia a possíveis NEUROTRANSMISSORES ( SEROTONINA E NORADRENALINA), cuja função é fazer a comunicação química nas sinapses de determinadas áreas do sistema nervoso central, envolvidas com o humor.

Ë comum o paciente DISTIMICO, apresentar manifestações somáticas, como cefaléia, dores musculares, dor epigástrica, alteração dos níveis normais da pressão arterial e baixa imunidade.

Outro aspecto importante em relação a DISTIMIA, segundo relatos do Dr. Fábio Barbirato, é a queda do rendimento escolar destas crianças, em torno de 42% dos 78 casos atendidos no Serviço de Psiquiatria infanto-juvenil da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, com idade de 06 a 16 anos. Alem desta dificuldade acadêmica, o Dr Fábio Barbirato relata ainda, que 78 % tinham dificuldade para se divertir, 64% tinham problemas no relacionamento social, 78% apresentavam baixa auto-estima e 64 % apresentavam sinais de DEPRESSÃO, QUE O Dr Barbirato considera grave.

Uma das preocupações que devemos ter com estes pacientes é a possibilidade de abuso de trnquilizantes e álcool, como ponte para a convivência social.

O tratamento com antidepressivos e psicoterapia cognitivo-comportamental, melhora o quadro em 70 % dos casos, contudo, como diz o Dr Barbirato, estes pacientes jamais ANIMADORES DE FESTAS, mas terão uma vida normal.

Na realidade, diagnosticar e tratar a DISTIMIA é prevenir a DEPRESSÃO, uma das patologias que mais incapacitam pessoas no mundo moderno.

Fonte: site www.tdah.com.br