quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Aprendizagem x alta tecnologia

A tecnologia da informação chegou a vida das pessoas com muita rapidez, principalmente nos últimos anos, tornando-se fundamental para as tarefas do cotidiano. Infelizmente o sistema educacional não acompanhou essa evolução. A opinião é da especialista em Tecnologia de Gestão em Recursos Humanos , Gisele Vitório.

ANOS 50  

No começo dos anos 50, as crianças se sentavam em duplas, em carteiras onde haviam tinteiros e aprendiam em cartilhas com rimas e desenhos. Os alunos prestavam a máxima atenção às aulas e, em geral, eram extremamente educados. O pai e a mãe dos alunos talvez não conhecessem os temas abordados em sala de aula, mas passavam aos seus filhos valores que receberam de seus pais e que acreditavam serem universais. O professor era a pessoa que infundia maior respeito aos alunos, depois dos pais, e seu papel era reconhecido na sociedade.

DITADURA  

Os tempos passaram; no Brasil, vivemos 21 anos sob ditadura, sofremos com a hiperinflação e o desemprego, enquanto que, lá fora, o mundo experimentava a guerra fria, o colapso das tiranias e a revolução tecnológica. E a educação? Para Gisele, infelizmente não avançamos muito nesse quesito. Os alunos que sentavam em carteiras duplas passaram a sentar sozinhos e os tinteiros foram substituídos por canetas esferográficas. 

PAIS E MÃES

Com relação aos outros pontos, os pais e as mães, que antes trabalhavam para o sustento de seus 10 filhos, agora precisam trabalhar ainda mais para sustentar apenas 1 ou 2. Os valores, antes transmitidos em casa, foram terceirizados para a televisão, a internet e os videogames.
"Influenciados por tantos veículos, os alunos são mais informados e espertos. Mas, como ainda estão sentados nas velhas carteiras, sentem seu tempo perdido escrevendo com canetas esferográficas" visualizou a especialista.

MÉTODO  

Segundo ela, atualmente, com o método construtivista, o processo educacional não é baseado apenas em aulas expositivas, repetição e "decoreba", pois a aprendizagem não é vista como um processo passivo. Gisele afirma que é preciso buscar meios de despertar o interesse dos alunos e dar a eles um papel mais ativo. 
Para isso, a especialista aposta na interação com o meio disponível, unindo aprendizado, tecnologia, jogos e educação. "É o que a Aprendizagem Sistêmica faz. Este novo modelo de ensino une realidade à tecnologia, inovação ao aprendizado, respeito à procedimentos de ensino, que visam não somente a qualidade do aprendizado, mas também habilidades socioemocionais capazes de transformar o núcleo escola, a comunidade e toda a sociedade que se envolvem no programa", revelou.

DIVERSÃO       

Conforme Gisele, com a Aprendizagem Sistêmica é possível resgatar a vontade dos alunos aprenderem, pois o aprender não é uma obrigação, mas uma diversão.  "E o método revela ainda o prazer de aprender em grupos, com interação total entre os alunos, na qual todos são responsáveis pelo aprendizado de todos. Não há o aluno desmotivado, pois o programa envolve todos de maneira igual. Também não existe o aluno com baixo interesse, pois ele aprende de maneira lúdica, com direcionamento e com alegria", explicou. 

Como lidar com a Discalculia

COMO LIDAR COM A DISCALCULIA

Perder-se no tempo ou no espaço geográfico pode indicar algo além da mera desatenção. A falta de noção é um dos problemas que os descalcúlicos enfrentam. Além dela, algumas dificuldades provindas de questões matemáticas também se inserem no quadro. Despercebido ou desconhecido, esse mal é taxado comumente pelos pais e professores como desleixo dos alunos frente aos estudos.

QUESTÕES MATEMÁTICAS SIMPLES   

A discalculia atinge mais de 5% da população mundial e por isso tem cada vez mais se tornado alvo de especialistas. A doença incapacita o indivíduo de realizar questões matemáticas simples (adição, subtração, divisão e multiplicação), além de dificultar sua compreensão semântica. É comum ela estar associada a outro transtorno, como o déficit de atenção e a dislexia.  

A especialista e também presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia ABPp, Quézia Bombonatto, explica as trocas comuns nesse caso "Assim como o disléxico troca o 'p' pelo 'd ', o discalcúlico troca o 39 pelo 93". Quézia , considerada estudiosa no assunto, também revela que não há cura para a discalculia. "O que existem são maneiras de se adaptar e lidar com o distúrbio", acrescenta a especialista.

PROBLEMAS DE AUTO ESTIMA

A dificuldade está em, após reconhecer os sintomas, associá-los ao transtorno; nem todos os pais o identificam. Quando é tratado muito tarde, ele pode causar problemas de auto estima na criança, principalmente por ser considerado uma característica própria dela, rotulando-a pela sua capacidade de raciocínio. Quando descoberto, é imprescindível buscar auxílio de profissionais como: neurologistas, pedagogos e psicólogos, para dar inicio imediato ao tratamento.

TREINAMENTOS MATEMÁTICOS  

A música, segundo Quezia, é um dos métodos empregados pelos especialistas. Além dela, os treinamentos matemáticos também são utilizados. Caso o quadro do paciente se resuma a discalculia, não são envolvidos medicamentos como drogas; somente se o indivíduo portar outros déficits  concomitantemente . A especialista lembra ainda que "as escolas tem de se atualizar quanto os possíveis déficits e doenças que podem afetar o desenvolvimento do aluno para conseguir ajudá-lo"  

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