terça-feira, 29 de abril de 2008

Sindrome de Irlen - Tratamento com Lâminas

Dislexia de Leitura - Continuação...

Uma vez caracterizada a Dislexia de Leitura é feita uma avaliação psicofísica dos sintomas visuais à leitura, com variações de intensidade e luminância pela escolha de Filtros Seletivos da luz visível - comprimentos de onda entre 390 a 760 nanômetros – e da luz não visível como os infravermelhos e ultravioletas.

Ao final do Exame Neurofuncional é feita a prescrição de Filtros Seletivos ou de Lâminas Seletivas para a filtragem espectrofotocromática seletiva.

As Lâminas Seletivas (em número de 10) são utilizadas para atividades de Leitura obtendo grande melhora na velocidade, fluência, compreensão e tolerância à manutenção da atenção e foco por tempo prolongado o que, antes de seu uso, era praticamente inexistente dado o grau de desconforto apresentado pelos portadores da Dislexia de Leitura.

Os Filtros Seletivos, selecionados a partir de uma gama inicial de 100 cores, são combinados entre si para detectar quais deles interferem no processamento visual que causa os sintomas da Dislexia de Leitura. Estas combinações são então transferidas para os Óculos com Filtragem Seletiva. Estes óculos são usados para ampliar o ajuste neurovisual nas áreas da matemática e em atividades de cópia, escrita, soletramento, uso de computador, direção de veículos, esportes, percepção em profundidade etc. As combinações são infinitas para o tratamento do comprimento de onda exato em que o distúrbio neurovisual se manifesta em cada indivíduo.

Estes filtros são adicionados separadamente em justaposição e sem fusão em uma única cor final. Estes comprimentos de onda são posteriormente aferidos por tecnologia a laser de rubi.

Fonte: Site www.dislexiadeleitura.com.br

Dislexia de Leitura - Tratamento novo no Brasil

Diagnóstico geralmente é feito por equipe multidisciplinar.
Exame ocular tradicional não detecta o problema.
Um tratamento ainda novo no Brasil promete ser a esperança de uma vida melhor para pessoas portadoras de dislexia visual, problema que atinge um em cada oito brasileiros e que acarreta uma série de dificuldades relacionadas à manutenção da atenção, compreensão, memorização e à atividade ocular durante a leitura, além de déficit de aprendizado.
Trata-se do método desenvolvido pela especialista norte-americana Helen Irlen, que usa filtros oculares seletivos para o tratamento da disfunção.
A técnica foi trazida para o Brasil por Márcia Guimarães, diretora do Hospital de Olhos, um dos 34 centros no mundo autorizados a usar o Irlen Method. “A médica é uma referência quando o tema é dislexia visual. Antes da criação do seu método, os oftalmologistas não tinham parâmetro para o tratamento do problema”.
Segundo a especialista brasileira, pessoas com dislexia visual normalmente apresentam intolerância à luz. Esse incômodo faz com que o processamento cerebral das informações, que chegam pela visão, se apresentem de modo distorcido, o que cria desconforto, dores de cabeça, irritabilidade, frustração, insônia, distração, falta de visão em profundidade e de habilidade para detectar a distância correta entre um objeto e outro.
Crianças também enfrentam dificuldade em copiar e transcrever palavras do quadro para o caderno, do livro para uma folha de respostas etc.
As distorções de visão causam uma sensação de que, embora o centro de visão esteja em foco ( e é por isso que o exame oftalmológico rotineiro não costuma detectar casos de dislexia visual) ao redor tudo se move ou fica desfocado.
O esforço é demasiado quando o cérebro tem que bloquear essas sensações e, ainda, ler para compreender.
O resultado é um cansaço que tende a aumentar mais e mais à medida que a leitura se prolonga. “É realmente desconfortável e muitas pessoas simplesmente desistem.
Muitas até abandonam os estudos.”Para resolver o problema das distorções e do desconforto à luz, o método Irlen detecta quais comprimentos específicos da luz visível devem ser bloqueados ou neutralizados.
Pessoas com dislexia visual passam por uma triagem inicial entre uma dezena de cores, com o objetivo de facilitar o desempenho e conforto visuais durante a leitura.
O portador da síndrome usa os óculos com os filtros selecionados sempre que for ler.
Márcia garante que os efeitos são imediatos e progressivos.Nos casos em que o desconforto visual atinge a visualização à distância, transcrição de material do quadro, atividades esportivas, direção de veículos etc., são adaptados filtros seletivos espectrofotocromáticos em combinações individualizadas com óculos de grau habituais, caso a pessoa seja míope, por exemplo.
Segundo Helen Irlen, o trabalho de seleção é cuidadoso devido a especificidades individuais e nunca demora menos que três horas, já que cada um dos sintomas é avaliado com alterações nas condições ambientais (luzes artificiais, condições diurnas e noturnas etc.) para que possam ser neutralizados por múltiplas combinações possíveis entre as dezenas de filtros disponíveis.
As lentes ou filtros espectrofotocromáticos têm gradações sutis que, aos olhos do próprio examinador, parecem iguais. Entretanto, para o portador da síndrome, produzem reações de adaptação completamente distintas.
Em alguns casos, são requeridos filtros densos de cores bem definidas. Em outros as tonalidades são extremamente leves.
O mais importante é o conforto e a qualidade visual que proporcionam aos portadores.

Vanessa Jacinto

Fonte: Saúde Plena

Livro ensina a controlar sintomas da dislexia

Com um único livro lançado no país, "O Dom da Dislexia" (Rocco), o engenheiro americano Ronald D. Davis conseguiu ganhar a desconfiança de boa parte dos especialistas brasileiros. Nele, o autista e disléxico Davis, hoje com 61 anos, defende que o transtorno pode ser um dom e apresenta um programa de exercícios que pretende controlar seus efeitos.

Um dos métodos que criou consiste em ensinar o disléxico a fazer uma lista de "palavras-gatilho" --aquelas que causam confusão em sua mente. "São aquelas que eu não podia traduzir em imagens mentais e, portanto, não conseguia pensar com elas", explica. Em seguida, a pessoa é incentivada a criar, com argila, uma imagem que traduza o significado dessa palavra. "Assim, a pessoa adquire a capacidade de pensar com ela. Um disléxico costuma enxergar as letras tridimensionalmente, como se estivessem flutuando no espaço", diz.

A eficácia de seu tratamento é discutível, segundo alguns especialistas. "O método que ele criou pode ser útil em alguns casos e pode não ser em outros. Mas pela minha experiência, entendo que o tratamento da dislexia funciona melhor se adaptado a cada pessoa", diz Cláudio Guimarães dos Santos, 44, neurocientista da Unifesp. "A dele é mais uma proposta terapêutica, mas não pode ser encarada como a única solução."

Davis fundou, nos EUA, uma associação de pesquisa e apoio a disléxicos e já trabalhou com mais de 1.500 crianças e adultos portadores do distúrbio. A seguir, a entrevista dada por telefone, de Burlingame, Califórnia.

Folha - Como sua dislexia foi diagnosticada?
Ronald D. Davis - Eu fui considerado um retardado mental até os 17 anos, quando fiz um teste de Q.I e marquei 137 pontos, considerado um índice alto. Então, depois de algumas outras consultas, veio o parecer.
O errado não é a pessoa ser disléxica, e sim a forma como a escola tenta ensinar a ela os conteúdos. O cérebro do disléxico funciona de outra maneira.

Folha - Seus pais o ajudaram a vencer o transtorno?
Davis - Meu pai sempre teve vergonha de ter um filho com problemas mentais. Ele me batia constantemente. Dos três aos 13 anos, eu tive 36 ossos quebrados por ele. Já minha mãe foi um anjo para mim. Ela me aceitou como eu era, sem expectativas. Sem o apoio dela, nós não estaríamos tendo essa conversa agora (risos).

Folha - Sua experiência escolar foi muito traumática?
Davis - Eu tinha pavor da escola, morria de vergonha. Eles me mandavam sentar num canto da sala, e eu me sentia emocional e psicologicamente naquele canto o tempo inteiro.

Folha - Como o senhor virou engenheiro?
Davis - Cheguei a freqüentar a Universidade de Utah, mas é impossível se você não consegue ler. Com 20 anos, eu demorava duas horas para ler o que as pessoas "normais" liam em cinco minutos. Estava sempre atrasado nas matérias. Fui para um instituto técnico, em que não havia muita necessidade de leitura, as aulas eram muito práticas e manuais. Aos 25 anos, ganhei meu certificado de engenheiro mecânico e comecei a atuar na área.

Folha - Como percebeu que podia "controlar" a dislexia?
Davis - Disseram que o meu cérebro tinha sofrido algum tipo de lesão e que, por causa disso, eu jamais conseguiria ler direito. Mas eu percebi, enquanto esculpia, que no auge da minha criatividade artística a minha dislexia piorava. Isso mudou a maneira como eu via o distúrbio -se não era estrutural, e sim funcional, eu podia fazer alguma coisa que eliminasse o problema. Eu tinha 37 anos. Então criei um centro de pesquisa e uma associação para ajudar no controle dos sintomas.

Folha - Os métodos de "controle da desorientação" que o senhor explica no livro podem ser aprendidos por qualquer disléxico?
Davis - Meu maior objetivo ao escrever o livro foi ajudar a mãe ou o pai de uma criança que pede "Por favor, não me faça ir para a escola de novo". Esses pais podem aprender esses métodos, assim como um adulto disléxico. A dislexia não tem cura, mas seus sintomas podem ser controlados.

Fonte: DÉBORA YURI da Revista da Folha de S.Paulo

domingo, 13 de abril de 2008

Saberes e Práticas da Inclusão

Sugiro a leitura dos 10 livretos 'Saberes e Práticas da Inclusão', disponíveis para download na Secretaria de Educação Especial, em www.mec.gov.br.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Estratégias para serem usadas na assistência ao aluno disléxico

Considerando o fato de que o aluno disléxico, geralmente, não gosta de ir à escola porque tem medo do fracasso em sala de aula e de ser humilhado diante de seus colegas, o professor não deverá, NUNCA:

a - pedir ao estudante que leia em voz alta em classe, sem solicitar a permissão do aluno antecipadamente e permitir que ele saiba o que deverá ler, para que, então, ele possa ter a oportunidade de preparar-se com antecedência;

b – não obrigar o aluno a escrever no quadro-negro;

c – não permitir que colegas recolham ou corrijam o trabalho desse estudante;

d – não pedir ao estudante que responda as perguntas feitas pelo professor, sem que ele tenha levantado a mão e solicitado a vez para dar as respostas.

Fonte: Monica Luczynski - Psicóloga

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Os doze pontos do método Montessori

Baseia-se em anos de observação da natureza da criança por parte do maior gênio da educação desde Froebel.

Demonstra ter uma aplicabilidade universal.

Revela que a criança pequena pode ser um amante do trabalho, do trabalho intelectual, escolhido de forma espontânea, e assim, realizado com muita alegria.

Baseia-se em uma necessidade vital para a criança que é a de aprender fazendo. Em cada etapa do crescimento mental da criança são proporcionadas atividades correspondentes com as quais se desenvolvem suas faculdades.

Ainda que ofereça à criança uma grande espontaneidade consegue capacitá-la para alcançar os mesmos níveis, ou até mesmo níveis superiores de sucesso escolar, que os alcançados sobre os sistemas antigos.

Consegue uma excelente disciplina apesar de prescindir de coerções tais como recompensas e castigos. Explica-se tal fato por tratar-se de uma disciplina que tem origem dentro da própria criança e não imposta de fora.

Baseia-se em um grande respeito pela personalidade da criança, concedendo-lhe espaço para crescer em uma independência biológica, permitindo-se à criança uma grande margem de liberdade que se constitui no fundamento de uma disciplina real.

Permite ao professor tratar cada criança individualmente em cada matéria, e assim, fazê-lo de acordo com suas necessidades individuais.

Cada criança trabalha em seu próprio ritmo.

Não necessita desenvolver o espírito de competência e a cada momento procura oferecer às crianças muitas oportunidades para ajuda mútua o que é feito com grande prazer e alegria.

Já que a criança trabalha partindo de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de deixar marcas no decorrer de sua vida.

O método Montessori se propõe a desenvolver a totalidade da personalidade da criança e não somente suas capacidades intelectuais. Preocupa-se também com as capacidades de iniciativa, de deliberação e de escolhas independentes e os componentes emocionais.

Fonte: www.centrorefeducacional.com.br

15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais.

01 - Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;
02 - Leia com eles;
03 - Conte-lhes histórias da família;
04 - Limite seu tempo de ver televisão;
05 - Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;
06 - Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;
07 - Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia;
08 - Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;
09 - Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;
10 - Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;
11 - Discuta as novidades do dia ou o que achar que mais interessante com eles;
12 - Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia;
13 - Ache um lugar sossegado para eles estudarem;
14 - Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;
15 - Mantenha sempre contato com seus professores.