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Uma esperança para quem tem dislexia

Ainda não dá para falar em cura da dislexia, síndrome que torna as pessoas quase incapacitadas para a leitura. Entre 38 a 45% das pessoas que têm dificuldade de aprendizagem sofrem desse mal, muitas vezes confundido, nas escolas, como falta de inteligência e até preguiça. «O sistema educacional não está preparado para detectar essas dificuldades e o exame oftalmológico convencional não detecta a síndrome, que pode ocorrer até em quem já usa óculos de graus e enxerga bem, pois o problema não é de visão, mas do processamento da informação visual no cérebro. A leitura é lenta, segmentada, difícil, comprometendo a compreensão e memorização, produzindo cansaço, sonolência, enjôo, irritação, distração etc», esclarece a oftalmologista Márcia Guimarães, do Hospital de Olhos de BH. Ela vem usando, com sucesso, um tratamento com filtros especialíssimos que estão ajudando os portadores de dislexia a ler normalmente, muitas vezes reintegrando-os ao convívio social e melhorando sua qualidade de vid...

Dislexia de Leitura - Continuação...

Uma vez caracterizada a Dislexia de Leitura é feita uma avaliação psicofísica dos sintomas visuais à leitura, com variações de intensidade e luminância pela escolha de Filtros Seletivos da luz visível - comprimentos de onda entre 390 a 760 nanômetros – e da luz não visível como os infravermelhos e ultravioletas. Ao final do Exame Neurofuncional é feita a prescrição de Filtros Seletivos ou de Lâminas Seletivas para a filtragem espectrofotocromática seletiva. As Lâminas Seletivas (em número de 10) são utilizadas para atividades de Leitura obtendo grande melhora na velocidade, fluência, compreensão e tolerância à manutenção da atenção e foco por tempo prolongado o que, antes de seu uso, era praticamente inexistente dado o grau de desconforto apresentado pelos portadores da Dislexia de Leitura. Os Filtros Seletivos, selecionados a partir de uma gama inicial de 100 cores, são combinados entre si para detectar quais deles interferem no processamento visual que causa os sintomas da Disle...

Dislexia de Leitura - Tratamento novo no Brasil

Diagnóstico geralmente é feito por equipe multidisciplinar. Exame ocular tradicional não detecta o problema. Um tratamento ainda novo no Brasil promete ser a esperança de uma vida melhor para pessoas portadoras de dislexia visual, problema que atinge um em cada oito brasileiros e que acarreta uma série de dificuldades relacionadas à manutenção da atenção, compreensão, memorização e à atividade ocular durante a leitura, além de déficit de aprendizado. Trata-se do método desenvolvido pela especialista norte-americana Helen Irlen, que usa filtros oculares seletivos para o tratamento da disfunção. A técnica foi trazida para o Brasil por Márcia Guimarães, diretora do Hospital de Olhos, um dos 34 centros no mundo autorizados a usar o Irlen Method. “A médica é uma referência quando o tema é dislexia visual. Antes da criação do seu método, os oftalmologistas não tinham parâmetro para o tratamento do problema”. Segundo a especialista brasileira, pessoas com dislexia visual normalmente apresenta...

Livro ensina a controlar sintomas da dislexia

Com um único livro lançado no país, "O Dom da Dislexia" (Rocco), o engenheiro americano Ronald D. Davis conseguiu ganhar a desconfiança de boa parte dos especialistas brasileiros. Nele, o autista e disléxico Davis, hoje com 61 anos, defende que o transtorno pode ser um dom e apresenta um programa de exercícios que pretende controlar seus efeitos. Um dos métodos que criou consiste em ensinar o disléxico a fazer uma lista de "palavras-gatilho" --aquelas que causam confusão em sua mente. "São aquelas que eu não podia traduzir em imagens mentais e, portanto, não conseguia pensar com elas", explica. Em seguida, a pessoa é incentivada a criar, com argila, uma imagem que traduza o significado dessa palavra. "Assim, a pessoa adquire a capacidade de pensar com ela. Um disléxico costuma enxergar as letras tridimensionalmente, como se estivessem flutuando no espaço", diz. A eficácia de seu tratamento é discutível, segundo alguns especialistas. "O métod...

Estratégias para serem usadas na assistência ao aluno disléxico

Considerando o fato de que o aluno disléxico, geralmente, não gosta de ir à escola porque tem medo do fracasso em sala de aula e de ser humilhado diante de seus colegas, o professor não deverá, NUNCA: a - pedir ao estudante que leia em voz alta em classe, sem solicitar a permissão do aluno antecipadamente e permitir que ele saiba o que deverá ler, para que, então, ele possa ter a oportunidade de preparar-se com antecedência; b – não obrigar o aluno a escrever no quadro-negro; c – não permitir que colegas recolham ou corrijam o trabalho desse estudante; d – não pedir ao estudante que responda as perguntas feitas pelo professor, sem que ele tenha levantado a mão e solicitado a vez para dar as respostas. Fonte: Monica Luczynski - Psicóloga