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Dislexia em Adultos

*Se você está lendo este texto, já foi diagnosticado e gostaria de esclarecer algumas dúvidas ou *Talvez tenha um filho disléxico, e gostaria de prever seu futuro. *Ou então é profissional que atua na área, e gostaria de obter mais informações sobre o tema. *Algumas questões de destaque tentarão cobrir as principais dúvidas. Uma vez disléxico...sempre disléxico? Estudos em outros países demonstram que este é um distúrbio de aprendizagem de natureza persistente. O disléxico mantém seu padrão de dificuldade através dos anos, a não ser que tenha recebido instrução específica eficiente e continuada, e que concomitantemente tenha desenvolvido estratégias de compensação. Dependendo da situação, o disléxico se torna mais ou menos eficiente em tarefas de natureza gráfica. O que pode mudar, assim, é o grau de manifestação do distúrbio. É possível melhorar agora? Um trabalho regular com professora sistemática, compreensiva, altamente motivadora e engajada pode ser muito efetivo. A intensidade e ...

TDAH e Profissão

Durante muito tempo, pensou-se que o TDAH fosse um problema restrito à infância. Os profissionais da saúde freqüentemente pediam aos pais para terem paciência com seus filhos pois, ao chegarem à adolescência, a maturidade traria a solução do problema. Infelizmente, estavam enganados. Crescer sem diagnóstico e tratamento para o TDAH pode trazer efeitos devastadores para um adulto. Para alguns, ter um diagnóstico significa colocar a vida inteira dentro de uma perspectiva correta e trazer compreensão para dificuldades sentidas desde sempre. A auto-estima é instantaneamente modificada, pois percepções negativas de si mesmo - "preguiçoso, lerdo, desastrada, avoada, maluco"- não são mais justificadas. Há uma razão para esses comportamentos! Hoje, sabe-se que os sintomas do transtorno acompanham a pessoa no seu desenvolvimento e, do total de crianças diagnosticadas com TDAH na infância, 70% delas terão que lidar com dificuldades decorrentes da condição na vida adulta (CHADD, 1997). ...

Onde obter em São Paulo o diagnóstico de Dislexia

Em São Paulo, o diagnóstico de Dislexia pode ser obtido nos seguintes endereços: ABD - Associação Brasileira de Dislexia Av. Angélica, 2318 7º andar Higienópolis Telefone: (11) 3258-7568 / 3231-3296 / 3237-0809 Site: www.dislexia.org.br CRDA - Centro de Referência em Distúrbios de Aprendizagem Rua Estela, 96 2º andar Estação Paraíso do Metrô Telefone: (11) 5083-4266 Site: www.crda.com.br

Causa da dislexia é genética, apontam especialistas

Apesar de ainda não haver total consenso entre os cientistas a respeito das causas da dislexia, as pesquisas mais recentes apontam para uma associação de problemas genéticos como fator para o aparecimento do distúrbio. Os disléxicos teriam sofrido modificações em alguns de seus cromossomos, a estrutura da célula que carrega a informação genética de cada pessoa. Alguns genes atuariam de forma conjunta e determinariam a pouca capacidade de leitura e escrita. Por ser um distúrbio genético e hereditário, os especialistas recomendam que as crianças que possuem pais ou outros parentes com dislexia sejam analisadas com cuidado. "Trata-se de uma criança de risco, então é importante que ela passe por uma avaliação. Quando mais cedo a dislexia for diagnosticada, melhor", afirma Maria Ângela Nico, fonoaudióloga e coordenadora técnica e científica da ABD (Associação Brasileira de Dislexia). O diagnóstico tem de ser realizado por uma equipe clínica multidisciplinar, formada por psicólogos...

Dificuldade com números é mais comum que dislexia, diz estudo

A discalculia, dificuldade para aprender termos matemáticos, é mais comum que a sua versão com letras, a dislexia, revela um estudo realizado em Cuba e divulgado em um congresso científico no Reino Unido. O estudo, dirigido por Brian Butterworth, do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London, junto com o Centro Cubano de Neurociência, descobriu que, de 1.500 crianças examinadas, entre 3% e 6% mostravam sinais de discalculia, enquanto a dislexia foi verificada em 2,5% a 4,3% das crianças. Da mesma forma que a dislexia, a discalculia, que consiste na dificuldade de aprendizagem de operações matemáticas ou aritméticas, pode ser causada por um déficit de percepção visual ou problemas quanto à orientação seqüencial. Considera-se que a dislexia é mais freqüente em países que, como os anglo-saxões, têm um idioma com uma ortografia difícil. Ao apresentar seu trabalho no Festival de Ciência de Cheltenham, Butterworth fez um pedido às autoridades e educadores britânicos par...

Maioria tem diagnóstico tardio de dislexia

O mundo das letras sempre foi um mistério para a contadora Priscila Felice, 27. "Eu nunca fui preguiçosa, estudava muito, mas não entendia direito o que lia." O aprendizado a duras penas foi uma constante na vida escolar de Priscila, até os 25, quando uma reportagem deu a pista do que ela poderia ter: dislexia. "A descoberta foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida." De cada dez disléxicos diagnosticados no Brasil nos últimos dois anos, sete eram adultos, segundo a ABD (Associação Brasileira de Dislexia). Assim como Priscila, são pessoas instruídas que enfrentam problemas de escrita e leitura até descobrir que possuem um transtorno neurológico. Boa parte carrega a pecha de ser pouco inteligente, lerda e desatenta. Definido como distúrbio ou transtorno de aprendizagem na leitura, escrita e soletração, a dislexia foi diagnosticada pela primeira vez em 1896, pelo neurologista inglês Pringle Morgan, que a chamou de cegueira verbal. Hoje sabe-se que ocorre em três ...